Médico de Lula diz que novas complicações são "muito pouco prováveis"
Roberto Kalil acompanha Lula no Hospital Sírio-Libanês, em SP, onde o presidente foi submetido a cirurgia para drenar hematoma no cérebro

São Paulo — Há baixa probabilidade de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de 79 anos, volte a apresentar quadros de hemorragia intracraniana, segundo afirmou o cardiologista Roberto Kalil em coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (3/12).
“Pode acontecer, mas é muito pouco provável. O hematoma foi drenado“, afirmou o médico.
O presidente ficará em observação nos próximos dias depois de ser submetido a uma trepanação — cirurgia para drenagem do hematoma do sangramento — na noite dessa segunda-feira (9/12). A cirurgia transcorreu sem intercorrências, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Nesta terça-feira, Lula acordou em quadro estável, e já se alimenta e conversa normalmente.
Kalil foi categórico ao afirmar que Lula não teve nenhuma complicação, nem lesão cerebral.
Além de Kalil Filho, Marcos Stavale, Ana Helena Germoglio, Rogério Tuma e Mauro Suzuki participaram da entrevista coletiva na manhã desta terça, no Hospital Sírio-Libanês, na região central de São Paulo.
Segundo Stavale, o hematoma apresentado por Lula está na região “frontoparietal”, tinha cerca de 3 centímetro e um dreno ficará na região por três dias. De acordo com o médico, o sangramento foi entre o cérebro e a membrana meníngea, e comprimia o cérebro do presidente.
O presidente sentiu dores de cabeça na noite dessa segunda e esteve na unidade do hospital Sírio-Libanês em Brasília para realizar exame de imagem. A ressonância magnética mostrou hemorragia intracraniana, decorrente da queda que sofreu em casa em 19 de outubro. Ele, então, foi transferido para São Paulo.

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