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São Paulo

"Mão de Deus" salvou Trump, maior líder conservador, diz Bolsonaro

Em discurso em Santos, Bolsonaro lembra do próprio atentado, diz ser "imorrível" e que esquerda chega ao poder "com mentiras ou pela força"

14/07/2024 17:13, atualizado 14/07/2024 20:04
Carla Fiamini
Imagem colorida mostra Jair e Michelle Bolsonaro em evento em Santos - Metrópoles

Santos – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse neste domingo (14/7), em Santos, no litoral de São Paulo, que a “mão de Deus” impediu que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fosse assassinado no atentado ocorrido nesse sábado (13/7), no estado norte-americano da Pensilvânia.

“Tentaram me matar em 2022, mas eu sou ‘imorrível’. Tentaram assassinar a maior liderança conservadora do mundo, Donald Trump. Aqui, como lá, a mão de Deus se fez presente e foi mais uma tentativa frustrada”, disse o ex-presidente.

“Nós sabemos o potencial daquele homem em influenciar os destinos do mundo e nós somos aliados aos pensamentos e ao espírito democrático daquele país”, complementou.

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Bolsonaro estava no lançamento da pré-candidatura da deputada federal Rosana Valle (PL) à prefeitura de Santos.

No evento, ele fez ataques à esquerda, dizendo que ela chega ao poder “pela mentira ou pela força”, sem dar detalhes.

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A campanha da deputada é considerada uma das principais entre os dirigentes do PL, tanto pela importância da cidade da baixada santista quando pelo fato de Rosana ser uma candidata mulher. A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, também estava no evento e discursou em apoio à correligionária.

Rosana lidera as pesquisas de intenção de voto na cidade, em empate técnico com o atual prefeito, Rogério Santos (Republicanos).

O ex-presidente disse que seu objetivo é fazer “os conservadores voltarem ao poder em 2027” e que isso passa por “criar raízes” e aumentar o número de apoiadores por meio das eleições municipais.

O ex-presidente está inelegível até 2030, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por abuso de poder, em decorrência de reunião em que tentou descredibilizar as urnas eletrônicas para diplomatas estrangeiros. Contudo, ele foi recebido com gritos de “volta” pelo público.