Mãe de jovem que quer excluir nome materno segue sem ser localizada
Heloísa Rodrigues, de 28 anos, trava batalha na Justiça de São Paulo para tentar retirar nome da mãe de sua certidão de nascimento

A mãe da jovem biomédica Heloísa Rodrigues, de 28 anos, ainda não foi localizada para depor depois das denúncias feitas pela filha de maus-tratos e exploração sexual, feitas há um ano. Heloísa está em uma batalha na Justiça de São Paulo para tentar retirar o nome da genitora de sua certidão de nascimento.
A informação foi confirmada pela advogada da jovem ao Metrópoles, que também informou que a mãe foi intimada novamente nessa terça-feira (28/7) . O caso ganhou força depois de um vídeo publicado pela biomédica em sua rede social no último domingo (19/7), questionando a recente decisão do Judiciário.

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Ver todas“Por que a genitora precisa ser protegida de uma ‘morte civil’, mas a filha não pode ser protegida de continuar carregando, pelo resto da vida, o nome de quem a vendeu para homens desde os nove anos e destruiu completamente a sua infância?”.
Em primeira instância, a Justiça aceitou o pedido de Heloísa para remover os sobrenomes da genitora, mas negou a exclusão dela do campo de “filiação” no registro civil, decisão da qual a defesa afirmou que está recorrendo.
Ao indeferir o pedido, o juiz Guilherme da Costa Manso Vasconsellos argumenta que a única hipótese jurídica que autoriza o “apagamento” dos pais biológicos do registro no Brasil é a adoção e que Heloísa “não está sendo adotada; ela pretende apenas apagar a mãe biológica, como se a estivesse matando”.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPA sentença ainda afirma que o tribunal “não é consultório terapêutico” e a exclusão do nome da genitora do documento não tem o poder de apagar a história vivida nem de curar feridas, “que devem ser trabalhadas no divã, pela autora, por meio de psicoterapia e/ou psicanálise, e não nos assentos cartorários”.
Histórico de abusos
A biomédica afirma no processo que sua genitora deixava ela e outras duas irmãs mais novas serem abusadas sexualmente na infância por homens adultos em troca de dinheiro. Os abusos começaram quando Heloísa tinha 9 anos de idade. Apenas o irmão, o único homem entre os quatro filhos, teria sido poupado.
Em julho do ano passado, a Justiça de São Paulo proibiu a genitora de se aproximar da biomédica, devendo manter distância mínima de 500 metros. A vítima também conseguiu alterar no Judiciário o primeiro nome. Registrada como Larissa, passou a se chamar Heloísa, nome pelo qual se identifica atualmente. A reportagem não conseguiu localizar a defesa da mãe de Heloísa. O espaço permanece aberto.



