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Empresas de “bandeiras” do PT e de Tarcísio disputam túnel bilionário

Acciona e Mota-Engil, empresas que disputam leilão para construir o túnel Santos-Guarujá, têm contratos com governos do PT e de Tarcísio

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Foto colorida do vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente Lula, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas e o ministro Rui Costa
1 de 1 Foto colorida do vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente Lula, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas e o ministro Rui Costa - Foto: null

O leilão do túnel submerso que vai ligar Santos e Guarujá é disputado por empresas responsáveis por outras obras que servem como “bandeiras” de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), possível adversário do petista nas eleições presidenciais de 2026.

O certame está marcado para as 16h desta sexta-feira (5/9) e não contará com a presença de Lula, que mandou o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), para representá-lo no evento na sede da B3, no centro de São Paulo.

As duas empresas que apresentaram propostas para a obra de R$ 6,8 bilhões são a portuguesa Mota-Engil e a espanhola Acciona. O edital da Parceria Público-Privada (PPP) foi lançado em uma cerimônia no Porto de Santos, com a presença de Lula e Tarcísio – o único evento em que eles estiveram juntos neste ano.

A obra será financiada com recursos do Novo PAC e do governo de São Paulo. A coparticipação foi acertada após uma disputa sobre a paternidade do túnel que promete resolver um gargalo logístico na região portuária do litoral paulista.

A Mota-Engil tem no seu quadro societário a empresa China Communications Construction Company (CCCC), que é responsável pela construção da ponte Salvador-Itaparica. A obra é uma bandeira do governador baiano Jeronimo Rodrigues (PT), e de seu antecessor Rui Costa (PT), atual ministro da Casa Civil e principal responsável pelo Novo PAC.

Já a Acciona é a empresa que constrói a Linha 6-Laranja do metrô paulistano, uma das grandes bandeiras do governo Tarcísio em São Paulo. O governador usou o canteiro de obras da Acciona como palco para manifestações políticas importantes. Foi na cerimônia para receber o primeiro trem da Linha 6 que Tarcísio falou publicamente, pela primeira vez, sobre o indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu padrinho político.

“Se for necessário, eu tenho certeza que qualquer candidato nesse bloco de centro-direita vai dar um indulto. E esse indulto vai ser negociado, porque o que é importante agora é que isso vai ser visto como um fator de pacificação”, disse o governador, no dia 10/7.

Depois do evento, Tarcísio pegou um jatinho para encontrar o ex-presidente e almoçou em uma churrascaria com o seu padrinho político. A declaração e o almoço com Bolsonaro ocorreram no dia seguinte ao anúncio do presidente americano Donald Trump sobre tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.

Na semana passada, em entrevista a um jornal do ABC Paulista, o governador retornou ao assunto e prometeu que, caso seja eleito presidente, irá conceder indulto a Bolsonaro logo em seu primeiro ato presidencial.

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