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São Paulo

Lula defende fim da 6x1 a empresários: “Ninguém vai impor na marra”.

Em agenda direcionada a empresários do setor da construção civil, Lula pediu que empresários não se assustem com o fim da escala de trabalho

19/05/2026 13:06, atualizado 19/05/2026 14:47
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Ricardo Stuckert / Governo Federal
Imagem colorida de Lula ao lado de Simone Tebet. Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou sua defesa pelo fim da escala de trabalho 6×1 em um evento internacional da indústria da construção civil, realizado nesta terça-feira (19/5), na zona norte de São Paulo.

No discurso, Lula pediu para que empresários do setor “não se assustem” com a proposta de emenda à Constituição (PEC) em debate no Congresso Nacional. Na quarta-feira (20/5), o deputado Léo Prates (Republicanos-BA), relator do texto, deve apresentar a primeira versão de seu parecer sobre a mudança trabalhista.

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Lula diz que povo quer fim da escala 6x1 para “ter tempo para namorar”
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Lula afirmou que o povo quer mais tempo para ficar em casa, ter lazer, estudar e “namorar”. Além disso, o presidente voltou a dizer que não vai impor a medida a ninguém, mas que precisa respeitar a realidade de cada profissão, “trazer mais benefício para a sociedade brasileira”. Em março, ele havia dito que a PEC não seria imposta “goela abaixo.

“Mas, enquanto tiver trabalhador, a gente tem que saber o seguinte: a gente tem que respeitá-los. E nós sabemos que a jornada de trabalho vai ser aplicada levando em conta a especificidade de cada categoria. Ninguém vai impor, sabe, na marra“, disse.

Nessa segunda-feira (18/5), o tema também entrou na pauta do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ele defendeu que a proposta considere os ônus ao setor produtivo.

“Lógico que todo mundo quer que o trabalhador possa passar mais tempo em casa, possa ter uma escala menor, ganhar a mesma coisa e estar com seus entes queridos. Mas a gente não pode enganar o trabalhador. E trabalhador e empreendedor funcionam juntos, formam um único sistema”, disse o governador na Apas Show, evento da Associação Paulista de Supermercados.

Da mesma forma, Lula considerou ser importante respeitar a realidade de cada categoria. “É preciso a gente respeitar a realidade de cada categoria, de cada profissão, de cada setor econômico, para a gente fazer as coisas que resultem no benefício que nós queremos resultar, de trazer mais benefício para a sociedade brasileira”, completou nesta terça, em São Paulo.

Uma das reações sobre o tema no evento no Anhembi foi do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Renato Correia, o anfitrião da agenda.

“Nós temos o desafio, obviamente, da redução de jornada, um tema que nos preocupa. Não no que fazer, o que fazer o senhor já definiu que vamos reduzir, mas é como fazer. E eu tenho certeza de que o senhor e a sua equipe vão trabalhar para que esse impacto não seja relevante, ou seja, a gente vai ter o tempo adequado para fazer essa transição“, afirmou.

Lula em SP

Lula participou da abertura do Encontro Internacional da Indústria da Construção (Enic), na capital paulista. Posteriormente, ele deve seguir para o lançamento do programa Move Aplicativos, às 14h30, no bairro da Liberdade, centro de São Paulo.

O presidente estava acompanhado do ministro das Cidades, Vladimir Lima, do advogado-geral da União, Jorge Messias, rejeitado pelo Senado ao Supremo Tribunal Federal, do presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDS), Aloísio Mercadante, e das ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet.

Também estava prevista a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) no evento em São Paulo, mas ele precisou representar o presidente na abertura da Marcha dos Prefeitos, em Brasília. Alckmin foi vaiado ao cumprimentar os presentes no evento. 

É o segundo dia consecutivo em que Lula cumpre agenda no estado de São Paulo. Nessa segunda-feira (18/5), o presidente participou da inauguração de quatro linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, em Campinas, e de uma agenda na refinaria em Paulínea, em que anunciou um investimento de R$ 37 bilhões até 2030 no setor.

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À noite, o presidente passou por um check-up no Hospital Sírio-Libanês, onde passou por consultas médicas de acompanhamento relacionadas a um procedimento realizado em abril deste ano, quando Lula foi submetido a cirurgia para remover uma lesão de pele na cabeça.

De acordo com o boletim médico, o presidente “apresentou evolução satisfatória, conforme o esperado, e sem intercorrências. O presidente mantém suas atividades habituais e segue em acompanhamento”.