Laudo nega racismo em fala de político do PL a segurança do Palmeiras

Segundo a polícia, Fabio Marcondes disse “paca veia” ao invés de “macaco velho” em confusão após jogo entre Mirassol e Palmeiras

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1 de 1 imagem colorida de briga entre vice-prefeito e segurança do palmeiras - Metrópoles - Foto: Reprodução

Um laudo pericial complementar indica que o vice-prefeito de São José do Rio Preto, Fabio Marcondes (PL), disse “paca veia” ao invés de “macaco velho” a um segurança do Palmeiras durante confusão após um jogo em Mirassol, em fevereiro deste ano.

Segundo o delegado Renato Camacho, que investiga a denúncia de injúria racial, a perícia manteve a conclusão da primeira análise, realizada em maio deste ano. O documento descarta uma suposta fala racista do político na ocasião.

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Após as ofensas racistas, seguranças do Palmeiras precisaram ser contidos
Diretor Anderson Barros estava presente no momento do ocorrido
Ofensa causou revolta nos demais funcionários do Palmeiras
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Ofensa causou revolta nos demais funcionários do Palmeiras

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Após as ofensas racistas, seguranças do Palmeiras precisaram ser contidos
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Após as ofensas racistas, seguranças do Palmeiras precisaram ser contidos

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Diretor Anderson Barros estava presente no momento do ocorrido
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Diretor Anderson Barros estava presente no momento do ocorrido

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Relembre

  • O caso aconteceu no dia 23 de fevereiro, após uma partida entre Mirassol e Palmeiras, no estádio José Maria de Campos Maia, em Mirassol, no interior de São Paulo, pelo Campeonato Paulista.
  • Uma confusão se formou entre funcionários das duas equipes na área de acesso aos vestiários. Marcondes foi visto xingando um segurança do Palmeiras de “lixo”. Em seguida, teria dito “macaco velho”, na versão do clube, o que provocou a reação de outro funcionário: “Racismo não”, respondeu o homem.
  • “Não toleramos qualquer forma de discriminação e tomaremos todas as providências cabíveis, a começar pelo registro de Boletim de Ocorrência”, afirmou o Palmeiras, em nota, no dia do episódio.

Procurada, a defesa de Fabio Marcondes afirmou que o documento “reforça de forma clara, técnica e inequívoca a inocência” do vice-presidente. “Ao lançar luz sobre diversos aspectos técnicos, o laudo evidencia a ausência de respaldo fonético nas interpretações sustentadas exclusivamente por sugestionamento visual, como o uso de legendas”, afirmou o advogado Edlênio Xavier.

Em nota, o advogado Euro Bento Maciel Filho, que representa o segurança do Palmeiras no caso, afirmou que “a partir do instante em que a perícia complementar foi solicitada à mesma perita que se manifestara anteriormente, o resultado não me surpreende”. Segundo o texto, caso o resultado fosse diferente do primeiro, “estaria, a um só tempo, atestando o erro clamoroso do laudo anterior e, por consequência, um rematado equívoco profissional”.

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