Juíza dá 5 dias para Prefeitura explicar projeto de privatizar escolas

Prefeitura diz que responderá solicitação dentro do prazo estabelecido pela Justiça. Três escolas podem ter gestão privatizada

atualizado

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Prefeitura de SP/Divulgação
imagem colorida mostra foto aérea da escola liceu coração de jesus, no centro de são paulo
1 de 1 imagem colorida mostra foto aérea da escola liceu coração de jesus, no centro de são paulo - Foto: Prefeitura de SP/Divulgação

A Justiça de São Paulo deu cinco dias para a Prefeitura da capital paulista se manifestar sobre o projeto de conceder a administração de escolas da rede municipal para organizações sociais.

A decisão da juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti determina que gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) se posicione, com fornecimento de informações sobre o tema, na ação aberta pela vereadora Silvia Ferraro (PSol) contra o projeto.

A parlamentar questiona os planos da Secretaria Municipal da Educação de passar a gestão de três colégios públicos para organizações sociais. Todos eles ficam localizados na periferia da cidade.

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Liceu Coração de Jesus foi passado para Prefeitura, mas tem gestão feita por entidade
Prefeito Ricardo Nunes visitou Liceu em agosto de 2022
Estudantes usam quadra da escola Liceu Coração de Jesus
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Estudantes usam quadra da escola Liceu Coração de Jesus

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Liceu Coração de Jesus foi passado para Prefeitura, mas tem gestão feita por entidade
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Liceu Coração de Jesus foi passado para Prefeitura, mas tem gestão feita por entidade

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Prefeito Ricardo Nunes visitou Liceu em agosto de 2022
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Prefeito Ricardo Nunes visitou Liceu em agosto de 2022

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Relembre o projeto

  • A ideia da gestão municipal é inspirada no modelo em vigor no Liceu Coração de Jesus. O colégio era privado e se tornou público em 2023, por meio de um convênio entre a prefeitura e a entidade religiosa que administrava o local.
  • Ricardo Nunes, no entanto, manteve o Liceu sob administração da entidade, que passou a receber cerca de R$ 500 mil mensais pelo aluguel do espaço e gestão da unidade.
  • O prefeito alega que a unidade teve desempenho superior à média da rede municipal na Prova Paulista, uma avaliação de ensino.

A ação do PSol afirma que o modelo em vigor no Liceu é, no entanto, alvo de um inquérito do Ministério Público de São Paulo. O mandato pede que a Justiça aceite uma liminar para interromper “quaisquer atos administrativos” sobre o tema até a conclusão do inquérito civil.

Em nota, a gestão Nunes disse que todas as informações sobre o tema serão prestadas à Justiça dentro do prazo solicitado. “A Prefeitura de São Paulo reafirma seu compromisso com a qualidade do ensino e a aprendizagem de todos os estudantes”, diz o texto.

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