Justiça de SP rejeita plano do Corinthians para pagamento de dívidas
Juiz rejeitou plano de pagamento apresentado pelo Corinthians no Regime Centralizado de Execuções (RCE), mas prorrogou processo por 60 dias
atualizado
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A Justiça paulista rejeitou o plano de pagamento apresentado pelo Corinthians no Regime Centralizado de Execuções (RGE), mecanismo que reúne todas as dívidas de uma entidade em um único processo.
O clube propôs pagar suas dívidas em um prazo de 10 anos, com aporte inicial de 4% de seu faturamento e 6% a partir do terceiro ano. No entanto, a proposta foi considerada ilegal por ser inferior ao mínimo legal, que é 20%.
“O direcionamento de 20% das receitas para pagamento das dívidas é impositivo. Caso esse percentual seja incompatível com a realidade financeira da parte executada, a parte deveria ter adotado instrumento diverso de superação da crise, a exemplo da recuperação judicial, no âmbito da qual há maior flexibilidade quanto ao conteúdo do plano de pagamentos”, escreveu o juiz Guilherme Cavalcanti Lâmego, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais.
O juiz também negou a criação da categoria “credores parceiros” proposta pelo Corinthians, na qual prestadores de serviço continuariam trabalhando com o clube. Segundo o magistrado, o enquadramento nessa categoria estava sujeito a critérios subjetivos de conveniência do clube e isso viola o tratamento igualitário entre os credores.
Apesar da decisão, o magistrado manteve o processo ativo e prorrogou por mais 60 dias a suspensão das execuções individuais contra o clube. O Corinthians tem 10 dias para avisar a Justiça se aceita os termos da decisão. Caso contrário, a possibilidade de acordo será extinta.
