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São Paulo

Justiça nega soltura de PM que matou jovem negro com tiros nas costas

Juíza alega não haver nenhuma alteração na investigação que faça a prisão do PM ser inadequada. Ele está preso desde a última sexta-feira

10/12/2024 14:50, atualizado 10/12/2024 18:28
Reprodução
Câmera de segurança de mercado - Metrópoles

São Paulo — O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou nesta terça-feira (10/12), a soltura de Vinicius de Lima Brito, policial militar que matou um jovem negro com 11 tiros nas costas em frente a um mercado na zona sul de São Paulo, no dia 3 de novembro.

Segundo a juíza Michele Porto de Medeiros Cunha Carreiro, da 5ª Vara do Júri, não houve nenhuma alteração no decorrer da investigação que pudesse “levar à interpretação de que a prisão mantida é medida inadequada no caso concreto”.

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Além disso, a magistrada ainda mencionou duas outras ocorrências policiais resultando em morte envolvendo o PM no ano passado como argumentos contra o réu.

Prisão

O policial militar foi preso na última sexta-feira (6/12), mais de um mês depois de assassinar Gabriel Renan da Silva Soares em frente ao mercado Oxxo, localizado na Avenida Cupecê, no bairro Jardim Prudência.

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O jovem negro foi morto a 11 tiros pelo policial militar Vinicius de Lima Britto
Antes de ser baleado e morrer, Gabriel furtou dois produtos de limpeza em uma unidade do Oxxo
Outro caso de pessoa desarmada Gabriel Renan Soares, baleado pelas costas por um policial de folga quando tentava furtar produtos de limpeza de um mercadinho
O PM armado não estava uniformizado
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O PM armado não estava uniformizado

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O jovem negro foi morto a 11 tiros pelo policial militar Vinicius de Lima Britto
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O jovem negro foi morto a 11 tiros pelo policial militar Vinicius de Lima Britto

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Antes de ser baleado e morrer, Gabriel furtou dois produtos de limpeza em uma unidade do Oxxo
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Antes de ser baleado e morrer, Gabriel furtou dois produtos de limpeza em uma unidade do Oxxo

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Outro caso de pessoa desarmada Gabriel Renan Soares, baleado pelas costas por um policial de folga quando tentava furtar produtos de limpeza de um mercadinho
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Outro caso de pessoa desarmada Gabriel Renan Soares, baleado pelas costas por um policial de folga quando tentava furtar produtos de limpeza de um mercadinho

Material cedido ao Metrópoles

No dia anterior, a mesma juíza que o manteve preso nesta terça decretou a prisão preventiva do réu. Na decisão, a magistrada afirmou que o PM “excedeu em muito os limites de sua atividade”.

Ela também alegou que a liberdade do PM pode prejudicar a investigação na coleta de provas e depoimentos por conta da “posição de poder”, e decretou a detenção do réu. Britto tem 10 dias para recorrer.

Tiros nas costas

Câmeras de segurança mostram o momento em que Gabriel furtou três embalagens de sabão no mercado. Após o furto, na saída do estabelecimento, Gabriel escorregou e foi atingido pelo PM Vinicius Britto pelas costas pouco antes das 23h. Ao todo, foram três tiros no tórax, dois no dedo anelar da mão esquerda, um no antebraço esquerdo, três no antebraço direito, um no ouvido e um no rosto.

Após a divulgação das imagens, o policial foi afastado da Polícia Militar.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o agente será levado ao Presídio Romão Gomes, na zona norte da capital, após audiência de custódia.