Justiça concede liberdade provisória a PM que matou mulher em suposto surto
O PM passou por audiência de custódia nesta sexta-feira. Ele foi afastado das atividades operacionais e das que exijam o porte de arma

São Paulo — O policial militar André Coelho Maximo da Costa, que foi preso após matar uma mulher que estaria em surto psicótico nessa quinta-feira (15/10), no bairro Parque São Domingos, zona norte da capital paulista, teve a liberdade provisória concedida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) nesta sexta-feira (16/10).
A Justiça determinou que André Coelho terá que cumprir medidas cautelares durante a investigação. O PM foi afastado das atividades operacionais e das que exijam o porte de arma de fogo, e agora tem a obrigação de manter o endereço atualizado junto à vara competente. Em caso de descumprimento, ele será recolhido à prisão.
O policial foi detido nessa quinta-feira (15/10) após matar Camila Pereira da Silva, na Rua Mutinga. A vítima estava armada com uma faca e estaria em suposto surto psicótico.

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Ver todasImagens obtidas pelo Metrópoles (veja acima) mostram que Camila avançou contra os policiais militares e foi baleada uma única vez pelo agente, caindo morta. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse “não tolerar desvios de conduta” e informou que a Corregedoria da PM acompanha o caso.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP“Um Inquérito Policial Militar (IPM) foi aberto e terá acompanhamento da Corregedoria da PM. O local foi preservado pelas equipes da Polícia Militar até a chegada de equipes do Instituto de Criminalística e Instituto Médico Legal. A arma do policial foi apreendida para ser periciada”, informou o órgão
Procurado pela reportagem, o advogado Gilberto Quintanilha, quem representa o PM, afirmou que a defesa considera a prisão “arbitrária e desproporcional”.
“É fundamental esclarecer que o policial militar, durante a ocorrência, atuou no exercício de suas funções institucionais, empregando os meios e equipamentos de que dispunha naquele momento, em conformidade com o treinamento recebido e com os protocolos operacionais estabelecidos pela própria Polícia Militar”, acrescentou.
Sobre a liberdade provisória, o advogado destacou que “a Justiça foi temporariamente restabelecida”. A defesa espera provar no curso do processo que André Coelho “agiu dentro de todos os protocolos da instituição e também em legítima defesa”.
