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São Paulo

Justiça autoriza bloqueio de R$ 10 bilhões de alvos ligados ao Grupo Refit

Alvos de megaoperação ligados ao Grupo Refit movimentaram mais de R$ 70 bilhões em apenas um ano, segundo a Receita Federal

27/11/2025 09:30, atualizado 27/11/2025 12:09
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Divulgação/ Receita Federal
Imagem colorida de agente da Receita Federal. Metrópoles

A Justiça autorizou o cumprimento de medidas cautelares em ações judiciais cíveis que bloquearam mais de R$ 10,2 bilhões em bens dos alvos da megaoperação realizada por uma força-tarefa na manhã desta quinta-feira (27/11). Os investigados são ligados ao Grupo Refit, apontado como o maior devedor de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS) de São Paulo.

Justiça autoriza bloqueio de R$ 10 bilhões de alvos ligados ao Grupo Refit - destaque galeria
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Parte do efetivo mobilizado para megaoperação
Autoridades definiram a fraude financeira como um fluxo financeiro extremamente estruturado e sofisticado
O Grupo Refit é dono da Refinaria Manguinhos, no Rio de Janeiro
Grupi Refit, do setor de combustíveis, foi alvo de uma megaoperação em novembro de 2025
Ministérios Públicos, Policiais, Receita Federal, entre outros, participaram da megaoperação
Operação envolveu diversas instituições públicas de investigação
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Operação envolveu diversas instituições públicas de investigação

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Parte do efetivo mobilizado para megaoperação
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Parte do efetivo mobilizado para megaoperação

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Autoridades definiram a fraude financeira como um fluxo financeiro extremamente estruturado e sofisticado
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Autoridades definiram a fraude financeira como um fluxo financeiro extremamente estruturado e sofisticado

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O Grupo Refit é dono da Refinaria Manguinhos, no Rio de Janeiro
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O Grupo Refit é dono da Refinaria Manguinhos, no Rio de Janeiro

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Grupi Refit, do setor de combustíveis, foi alvo de uma megaoperação em novembro de 2025
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Grupi Refit, do setor de combustíveis, foi alvo de uma megaoperação em novembro de 2025

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Ministérios Públicos, Policiais, Receita Federal, entre outros, participaram da megaoperação
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Ministérios Públicos, Policiais, Receita Federal, entre outros, participaram da megaoperação

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O grupo investigado movimentou mais de R$ 72 bilhões após 2024
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O grupo investigado movimentou mais de R$ 72 bilhões após 2024

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Diversas instituições públicas participaram da megaoperação
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Diversas instituições públicas participaram da megaoperação

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Grupo do setor de combustíveis alvo de megaoperação aparece como o maior devedor contumaz da União
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Grupo do setor de combustíveis alvo de megaoperação aparece como o maior devedor contumaz da União

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A Receita Federal participou da magaoperação contra o Grupo Refit
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A Receita Federal participou da magaoperação contra o Grupo Refit

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Megaoperação mira esquema de sonegação de imposto e lavagem de dinheiro
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Megaoperação mira esquema de sonegação de imposto e lavagem de dinheiro

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Autoridade cumpriram mandados em cincos estados e no Distrito Federal
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Autoridade cumpriram mandados em cincos estados e no Distrito Federal

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Megaoperação contra refinaria devedora de impostos mobilizou mais de 620 agentes
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Megaoperação contra refinaria devedora de impostos mobilizou mais de 620 agentes

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Infográfico do esquema mostra o caminho do dinheiro fraudado
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Infográfico do esquema mostra o caminho do dinheiro fraudado

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Por meio de complexas operações financeiras, o grupo movimentou mais de R$ 70 bilhões em apenas um ano, utilizando empresas próprias, fundos de investimento e offshores – incluindo uma exportadora fora do Brasil – para ocultar e blindar lucros. Suas operações financeiras são administradas pelo próprio grupo, que controla empresas financeiras e utiliza estruturas internacionais para blindagem patrimonial.

O esquema investigado teria causado prejuízo de R$ 26 bilhões aos cofres estaduais e federal, segundo a Receita Federal.

Segundo as investigações, importadoras atuavam como interpostas pessoas, adquirindo do exterior nafta, hidrocarbonetos e diesel com recursos provenientes de formuladoras e distribuidoras vinculadas ao grupo. Apenas entre 2020 e 2025, foram importados mais de R$ 32 bilhões em combustíveis pelos investigados.

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Os valores transacionados eram concentrados em empresas financeiras controladas pelo próprio grupo. A Receita Federal identificou que uma grande operadora financeira atuava como sócia de outras instituições que também prestavam serviços ao grupo. Esse núcleo movimentou mais de R$ 72 bilhões entre o segundo semestre de 2024 e o primeiro semestre de 2025.

O esquema envolvia uma empresa financeira “mãe” controlando diversas “filhas”, criando operações complexas que dificultavam a identificação dos verdadeiros beneficiários.

Grupo alterou estrutura após Carbono Oculto

Assim como revelou a Operação Carbono Oculto, realizada em agosto de 2025, foram exploradas brechas regulatórias, como as “contas-bolsão”, que impedem o rastreamento do fluxo dos recursos. A principal financeira tinha 47 contas bancárias em seu nome, vinculadas contabilmente às empresas do grupo.

Após a paralisação das distribuidoras ligadas à Carbono Oculto, o grupo alvo da Operação Poço de Lobato alterou totalmente sua estrutura financeira, substituindo o modelo usado desde 2018 por outro com novos operadores e empresas. Esses operadores, antes responsáveis por movimentações de cerca de R$ 500 milhões, passaram a movimentar mais de R$ 72 bilhões após 2024.

O Metrópoles solicitou um posicionamento do Grupo Refit a respeito da operação da manhã desta quinta e não obteve retorno. O espaço segue aberto para atualizações.