Justiça autoriza bloqueio de R$ 10 bilhões de alvos ligados ao Grupo Refit

Alvos de megaoperação ligados ao Grupo Refit movimentaram mais de R$ 70 bilhões em apenas um ano, segundo a Receita Federal

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Imagem colorida de agente da Receita Federal. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de agente da Receita Federal. Metrópoles - Foto: Divulgação/ Receita Federal

A Justiça autorizou o cumprimento de medidas cautelares em ações judiciais cíveis que bloquearam mais de R$ 10,2 bilhões em bens dos alvos da megaoperação realizada por uma força-tarefa na manhã desta quinta-feira (27/11). Os investigados são ligados ao Grupo Refit, apontado como o maior devedor de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS) de São Paulo.

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Parte do efetivo mobilizado para megaoperação
Autoridades definiram a fraude financeira como um fluxo financeiro extremamente estruturado e sofisticado
O Grupo Refit é dono da Refinaria Manguinhos, no Rio de Janeiro
Grupi Refit, do setor de combustíveis, foi alvo de uma megaoperação nesta quinta-feira
Ministérios Públicos, Policiais, Receita Federal, entre outros, participaram da megaoperação
Operação envolveu diversas instituições públicas de investigação
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Operação envolveu diversas instituições públicas de investigação

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Parte do efetivo mobilizado para megaoperação
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Parte do efetivo mobilizado para megaoperação

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Autoridades definiram a fraude financeira como um fluxo financeiro extremamente estruturado e sofisticado
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Autoridades definiram a fraude financeira como um fluxo financeiro extremamente estruturado e sofisticado

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O Grupo Refit é dono da Refinaria Manguinhos, no Rio de Janeiro
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O Grupo Refit é dono da Refinaria Manguinhos, no Rio de Janeiro

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Grupi Refit, do setor de combustíveis, foi alvo de uma megaoperação nesta quinta-feira
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Grupi Refit, do setor de combustíveis, foi alvo de uma megaoperação nesta quinta-feira

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Ministérios Públicos, Policiais, Receita Federal, entre outros, participaram da megaoperação
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Ministérios Públicos, Policiais, Receita Federal, entre outros, participaram da megaoperação

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O grupo investigado movimentou mais de R$ 72 bilhões após 2024
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O grupo investigado movimentou mais de R$ 72 bilhões após 2024

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Diversas instituições públicas participaram da megaoperação
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Diversas instituições públicas participaram da megaoperação

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Grupo do setor de combustíveis alvo de megaoperação aparece como o maior devedor contumaz da União
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Grupo do setor de combustíveis alvo de megaoperação aparece como o maior devedor contumaz da União

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A Receita Federal participou da magaoperação contra o Grupo Refit
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A Receita Federal participou da magaoperação contra o Grupo Refit

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Megaoperação mira esquema de sonegação de imposto e lavagem de dinheiro
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Megaoperação mira esquema de sonegação de imposto e lavagem de dinheiro

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Autoridade cumpriram mandados em cincos estados e no Distrito Federal
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Autoridade cumpriram mandados em cincos estados e no Distrito Federal

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Megaoperação contra refinaria devedora de impostos mobilizou mais de 620 agentes
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Megaoperação contra refinaria devedora de impostos mobilizou mais de 620 agentes

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Infográfico do esquema mostra o caminho do dinheiro fraudado
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Infográfico do esquema mostra o caminho do dinheiro fraudado

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Por meio de complexas operações financeiras, o grupo movimentou mais de R$ 70 bilhões em apenas um ano, utilizando empresas próprias, fundos de investimento e offshores – incluindo uma exportadora fora do Brasil – para ocultar e blindar lucros. Suas operações financeiras são administradas pelo próprio grupo, que controla empresas financeiras e utiliza estruturas internacionais para blindagem patrimonial.

O esquema investigado teria causado prejuízo de R$ 26 bilhões aos cofres estaduais e federal, segundo a Receita Federal.

Segundo as investigações, importadoras atuavam como interpostas pessoas, adquirindo do exterior nafta, hidrocarbonetos e diesel com recursos provenientes de formuladoras e distribuidoras vinculadas ao grupo. Apenas entre 2020 e 2025, foram importados mais de R$ 32 bilhões em combustíveis pelos investigados.

Os valores transacionados eram concentrados em empresas financeiras controladas pelo próprio grupo. A Receita Federal identificou que uma grande operadora financeira atuava como sócia de outras instituições que também prestavam serviços ao grupo. Esse núcleo movimentou mais de R$ 72 bilhões entre o segundo semestre de 2024 e o primeiro semestre de 2025.

O esquema envolvia uma empresa financeira “mãe” controlando diversas “filhas”, criando operações complexas que dificultavam a identificação dos verdadeiros beneficiários.

Grupo alterou estrutura após Carbono Oculto

Assim como revelou a Operação Carbono Oculto, realizada em agosto de 2025, foram exploradas brechas regulatórias, como as “contas-bolsão”, que impedem o rastreamento do fluxo dos recursos. A principal financeira tinha 47 contas bancárias em seu nome, vinculadas contabilmente às empresas do grupo.

Após a paralisação das distribuidoras ligadas à Carbono Oculto, o grupo alvo da Operação Poço de Lobato alterou totalmente sua estrutura financeira, substituindo o modelo usado desde 2018 por outro com novos operadores e empresas. Esses operadores, antes responsáveis por movimentações de cerca de R$ 500 milhões, passaram a movimentar mais de R$ 72 bilhões após 2024.

O Metrópoles solicitou um posicionamento do Grupo Refit a respeito da operação da manhã desta quinta e não obteve retorno. O espaço segue aberto para atualizações.

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