Justiça arquiva inquérito sobre ambulante morto por PM à queima-roupa. Vídeo

Promotor da 1ª Vara do Júri disse que PM que atirou contra vendedor senegalês agiu em “legítima defesa” porque vítima tinha barra de ferro

atualizado

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Imagem colorida de homem caído no chão rodeado por PMs. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de homem caído no chão rodeado por PMs. Metrópoles - Foto: Reprodução

A Justiça de São Paulo arquivou o processo sobre a morte do vendedor ambulante senegalês Ngange Mbaye, baleado por um policial militar durante uma confusão na Avenida Rangel Pestana, no Brás, na região central da capital, em abril do ano passado.

A decisão, da 1ª Vara do Júri, atendeu a um pedido do Ministério Público de São Paulo (MPSP), que entendeu que o sargento Paulo Junior Soares de Carvalho agiu em legítima defesa.

O disparo que levou à morte de Mbaye foi registrado em vídeo por uma testemunha que assistia a confusão de cima de um prédio. Nas imagens, é possível ver oito PMs cercando o ambulante e tentando tomar o carrinho dele com mercadorias. Enquanto isso, ele usava uma barra metálica para tentar impedi-los e fugir. Na sequência, é possível ver o sargento apontando uma arma e efetuando o disparo.

Ao representar pelo arquivamento, o promotor Lucas Mello Shaefer entendeu que a reação de Mbaye ao tentar impedir a polícia de tomar as mercadorias “não pode ser tida como uma reação legítima”. Para o representante do MPSP, o ambulante fez “oposição violenta” e cometeu crime de resistência.

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Manifestantes protestavam por conta da morte de um ambulante baleado pela PM no Brás
Mais de 100 agentes do Choque foram acionados para a ocorrência
Caminhão do Choque também foi usado na ação
Policiais tentaram dispersar os manifestantes com bombas de efeito moral
Agentes do Choque da PM foram acionados para dispersar protesto após morte de ambulante
Policial do Choque jogando bomba de efeito moral em manifestantes
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Policial do Choque jogando bomba de efeito moral em manifestantes

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Manifestantes protestavam por conta da morte de um ambulante baleado pela PM no Brás
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Manifestantes protestavam por conta da morte de um ambulante baleado pela PM no Brás

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Mais de 100 agentes do Choque foram acionados para a ocorrência
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Policiais tentaram dispersar os manifestantes com bombas de efeito moral
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Agentes do Choque da PM foram acionados para dispersar protesto após morte de ambulante
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Agentes do Choque da PM foram acionados para dispersar protesto após morte de ambulante

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O promotor defendeu que a ação do PM que efetuou o disparo teria “tentado evitar o uso da arma de fogo” e que o fato de ter atirado uma única vez indica “uso moderado” da força.

“A equipe policial que participou da ocorrência foi unânime em reconhecer que o disparo de arma de fogo era necessário naquela situação após terem sido esgotados os meios não letais”, afirmou Lucas Mello Shaefer.

O comerciante foi encaminhado ao Hospital Santa Casa, mas não resistiu e morreu. Ele deixou uma esposa grávida de sete meses. Um policial militar também ficou ferido na ação e foi levado ao Hospital Nossa Senhora do Pari.

Não estava vendendo

Em um vídeo divulgado em junho do ano passado pelo Metrópoles, é possível ver o início da ação da PM que resultou na morte de Ngange Mbaye. Nas imagens, captadas por câmeras de segurança de um restaurante, é possível ver que o ambulante não estava vendendo quando foi abordado pelos policiais.

Mbaye havia acabado de almoçar. Ele pagou a conta e cruzou com alguns policiais no caminho até a rua, onde estava o carrinho de mercadorias. Nesse momento, é possível ver os PMs abordando o ambulante.

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