“Não vou morrer antes de ver o centro seguro”, diz chef Janaína Rueda

Dona do premiado A Casa do Porco, Janaína Torres Rueda pretende abrir mais restaurantes na região, recebeu o prefeito e cobrou segurança

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Chef Janaína Torres Rueda, no balcão do restaurante A Casa do Porco, em São Paulo
1 de 1 Chef Janaína Torres Rueda, no balcão do restaurante A Casa do Porco, em São Paulo - Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

São Paulo — A chef Janaína Torres Rueda tem cinco restaurantes no centro de São Paulo e deve abrir mais duas casas no próximo ano e meio. Ela espera uma solução urgente para a insegurança na região e promete não desistir do local onde nasceu e viveu ao longo de toda a vida.

“Não vou morrer antes de ver o centro como um lugar seguro. Não vou morrer enquanto não ver isso. É impossível que daqui para os próximos 20 anos esse cenário não mude ano a ano. Não temos como retroceder mais. Tem muita gente fazendo investimento, não sou só eu”, afirma.
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Pichação sobre calçada na Rua Frederico Abranches, em Santa Cecília, no centro de SP
O empresário Alvaro Aoas, dono do Bar Brahma
Bar Brahma, no centro de São Paulo
Bar Brahma, no centro de São Paulo
Policiamento em frente ao Bar Brahma, no centro de São Paulo
Bar Brahma, no centro de São Paulo
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Bar Brahma, no centro de São Paulo

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Pichação sobre calçada na Rua Frederico Abranches, em Santa Cecília, no centro de SP
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Pichação sobre calçada na Rua Frederico Abranches, em Santa Cecília, no centro de SP

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O empresário Alvaro Aoas, dono do Bar Brahma
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O empresário Alvaro Aoas, dono do Bar Brahma

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Bar Brahma, no centro de São Paulo
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Bar Brahma, no centro de São Paulo
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Bar Brahma, no centro de São Paulo

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Policiamento em frente ao Bar Brahma, no centro de São Paulo
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Policiamento em frente ao Bar Brahma, no centro de São Paulo

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Chef Benoit Mathurin, sócio do Esther Rooftop, no centro de São Paulo
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Chef Benoit Mathurin, sócio do Esther Rooftop, no centro de São Paulo

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Placa alerta para roubo e furto de celulares na Santa Cecília, no centro de São Paulo
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Placa alerta para roubo e furto de celulares na Santa Cecília, no centro de São Paulo

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Mesas na calçada de uma das unidades do bar Johnny's
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Mesas na calçada de uma das unidades do bar Johnny's

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Entrada do Love Cabaret, na região central de São Paulo
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Entrada do Love Cabaret, na região central de São Paulo

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PMs durante a troca de turno na Praça da República, no centro de São Paulo
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PMs durante a troca de turno na Praça da República, no centro de São Paulo

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Entre os restaurantes de Janaína está o premiado A Casa do Porco, eleito neste ano o 12º melhor do mundo (The World’s 50 Best Restaurants) e o 4º melhor da América Latina (Latin America’s 50 Best Restaurants).

“Hoje, A Casa do Porco é reconhecida internacionalmente. Recebo jornalistas do mundo inteiro e isso é um assunto muito sério a ser tratado. É o Brasil lá fora”, afirma Janaína.

Tanta exposição ajuda também no momento em que precisa acionar o poder público para que se empenhe na solução dos problemas.

A chef afirma que recebeu para uma conversa o prefeito Ricardo Nunes (MDB) há cerca de duas semanas. “Ele se dispôs a conversar, se dispôs a ouvir. O que ele disse é que precisam se juntar, governo estadual e prefeitura. A situação está tão grave que o [governador] Tarcísio e o Nunes precisam se empenhar muito nessa questão da segurança pública no centro”, diz.

A vontade de manter os investimentos no centro faz com que a chef e empresária cobre uma solução para os problemas. “O Poder Público tem a obrigação de dar segurança para aqueles que pagam impostos. Além de pagar impostos altíssimos, quando muitas vezes não temos lucro e mesmo temos que pagar, ainda tenho que gastar hoje R$ 35 mil com segurança de todas as minhas casas”, afirma.

Janaína diz que há dois problemas distintos, sendo um deles a presença da Cracolândia e outra a ação de ladrões em bicicletas, que trazem a sensação de insegurança a quem anda pela região. Segundo a chef de cozinha, a situação piorou após a pandemia.

“Não vou sair dali, meus outros projetos são ali também. Espero, de verdade, que eles [prefeitura e governo estadual] se reúnam, se ajudem, e realmente tenham uma solução. É uma emergência. Estamos vivendo uma tragédia”, afirma.

A chef diz ainda que é preciso investimento em educação para que a situação melhore no futuro, “com trabalho de formiguinha”, mas que agora é necessária ação urgente. “É preciso uma força-tarefa entre prefeitura e governo do estado”.

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