Vídeo: mulher grita "sem anistia" antes de ato em SP e é hostilizada
Manifestação bolsonarista pela anistia aos envolvidos nos atos de 8/1 em Brasília acontece na tarde deste domingo (6/4), na Avenida Paulista

São Paulo — Uma mulher que gritou “sem anistia” e “Bolsonaro na Papuda” na Avenida Paulista, em São Paulo, foi hostilizada por manifestantes bolsonaristas na manhã deste domingo (6/4), antes do ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela anistia aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023.
A confusão foi registrada pelo Metrópoles (veja vídeo abaixo). Nas imagens é possível ver que a mulher está na calçada, próximo ao local onde está o caminhão de som que deve receber Bolsonaro a partir das 14h, e começa a gritar em direção aos manifestantes bolsonaristas. Um deles, um homem que veste camisa amarela, reage, dando início a uma discussão tensa.
O rapaz manda a mulher ir embora. “Tá maluca! Mete o pé”, diz ele. Ela segue gritando “sem a anistia”, e o apoiador de Bolsonaro se aproxima dela, xingando. “Tá achando que está falando com quem? Vai tomar no cu, caralho.” Quando o homem se retira, outras pessoas portando bandeiras do Brasil e usando chapéus e camisetas da seleção cercam a mulher e gritam: “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”.
Veja:
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Jair Bolsonaro aposta em levar uma multidão neste domingo à Avenida Paulista para pressionar o Congresso Nacional a aprovar a anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e demonstrar que ainda tem poder de mobilização popular frente ao desgaste enfrentado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Ver todasO foco em uma pauta única — a anistia — e o uso de um símbolo feminino — o batom — para convocar apoiadores para o ato pelas redes sociais são o grande trunfo do núcleo duro bolsonarista para encher os quarteirões da avenida mais famosa da capital paulista nesta tarde e mostrar força política contra o Supremo Tribunal Federal (STF), que tornou Bolsonaro e mais sete aliados réus no fim de março, por suposto envolvimento em uma trama golpista para manter o ex-presidente no poder após a derrota para Lula nas eleições de 2022.



