Haddad, Marina, Derrite… Veja quem lidera disputa ao Senado por SP
Levantamento do instituto Paraná Pesquisas mostra que ministros do governo Lula levam vantagem sobre possíveis candidatos bolsonaristas
atualizado
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), são os favoritos para vencer a eleição ao Senado em São Paulo, segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta quarta-feira (11/2).
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os ministros levam vantagem sobre candidatos apoiados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Neste ano, cada estado vai eleger duas vagas ao Senado.
A pesquisa simulou dois cenários, ambos com Fernando Haddad à frente e Marina Silva em segundo lugar (veja abaixo). No primeiro deles, o chefe da Fazenda tem 36,5% das intenções de voto e a ministra Meio Ambiente marca 31,3%.
O terceiro lugar é ocupado pelo ex-Secretário da Segurança Pública de São Paulo Guilherme Derrite (PP), com 27,2% dos votos, seguido pelo vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araujo (PL), com 20,3%.
Já na segunda simulação, Haddad lidera com 36,1% dos votos, seguido por Marina (31,5%) e Derrite (27,2%). O deputado federal e ex-ministro bolsonarista Mário Frias (PL) vem na sequência, com 16,1%.
O levantamento também traz nomes como Ricardo Salles (Novo), Paulinho da Força (Solidariedade), Gil Diniz (PL), Baleia Rossi (MDB) e Robson Tuma (Republicanos).
Cenário 1:
- Fernando Haddad (PT): 36,5%
- Marina Silva (Rede): 31,3%
- Guilherme Derrite (Progressistas): 29,9%
- Coronel Mello Araújo (PL): 20,3%
- Ricardo Salles (Novo): 11,5%
- Paulinho da Força (Solidariedade): 9,2%
- Baleia Rossi (MDB): 7,2%
- Robson Tuma (Republicanos): 5,8%
- Nenhum/Branco/Nulo: 11,2%
- Não sabe/não opinou: 4,2%
Cenário 2:
- Fernando Haddad (PT): 36,1%
- Marina Silva (Rede): 31,5%
- Guilherme Derrite (Progressistas): 27,2%
- Mário Frias (PL): 16,1%
- Ricardo Salles (Novo): 12,0%
- Paulinho da Força (Solidariedade): 9,6%
- Gil Diniz (PL): 8,0%
- Baleia Rossi (MDB): 7,8%
- Robson Tuma (Republicanos): 6,3%
- Nenhum/Branco/Nulo: 10,4%
- Não sabe/não opinou: 3,5%
Haddad, vale ressaltar, também é cotado para disputar o governo de São Paulo, enquanto Marina avalia seu futuro eleitoral em meio à saída do partido Rede Sustentabilidade.
Nas eleições de 2026, os paulistas elegerão dois candidatos ao Senado. Ocupantes de alguns cargos públicos, como os ministros, devem abrir mão do posto para concorrer até o mês de abril.
O instituto Paraná Pesquisas ouviu 1.580 eleitores presencialmente entre os dias 6 e 10 de fevereiro de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais e o grau de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-04650/2026.
Indefinições em São Paulo
Embora lidere a pesquisa, Fernando Haddad tem sido pressionado dentro do PT para se lançar novamente ao governo paulista — em 2022, ele perdeu para Tarcísio no segundo turno. O ministro é visto como um nome importante para o palanque do presidente Lula no estado.
Já a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, vive um impasse em relação ao seu futuro partidário. De saída do partido Rede Sustentabilidade, Marina tem conversado com outras legendas para disputar o Senado. O Metrópoles apurou que ela já recebeu convites do PSol e do PSB e vem avaliando as propostas.
Outra possibilidade é a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), vista como um nome que agradaria o eleitorado de centro. A alternativa, no entanto, é rechaçada por Tebet e envolveria uma troca de partido.
Do lado bolsonarista, Guilherme Derrite tem o apoio do governador Tarcísio de Freitas, embora tenha perdido protagonismo após saída da Secretaria de Segurança Pública paulista. Já o segundo nome ainda está em discussão.
O deputado estadual Gil Diniz e os deputados federais Mário Frias e Marco Feliciano (PL) aparecem como opções com forte ligação ao ex-presidente. Tarcísio, por sua vez, defende nomes mais moderados. Ainda no campo da direita, corre por fora o deputado Ricardo Salles (Novo), que não integra o arco de alianças do governador.

