Haddad diz que candidatura não é “sacrifício”: “Embate é para ganhar”
Com pré-candidatura oficializada, Haddad rebateu ideia de que foi para o “sacrifício” ao aceitar disputar a eleição para o governo de SP
atualizado
Compartilhar notícia

O pré–candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), rebateu nesta quinta-feira (19/3) a ideia de que esteja indo para o “sacrifício” ao aceitar o apelo feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que entrasse na disputa eleitoral.
“Quando eu vejo notícia de que o Haddad está indo para o sacrifício, eu digo, essa pessoa ainda não sentou comigo para tomar um chope, porque se ela me conhecesse, ela jamais diria que entrar no ringue por essa boa causa é um sacrifício para mim. É um grande privilégio lutar ao lado de vocês”, afirmou Haddad em evento de lançamento da pré-candidatura.
A cerimônia ocorreu na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, e contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de outros ministros do governo.
“Você pode ter uma derrota eleitoral em qualquer eleição, todos nós aqui já passamos por eleições, já ganhamos, já perdemos, mas uma derrota política você nunca precisa ter, e a maneira correta de fazer uma eleição é ir para o embate para ganhar a eleição”, disse Haddad em seu discurso.
As declarações ocorrem após o ex-ministro da Fazenda, que deixou a pasta nesta quinta, manifestar resistência em topar ser candidato novamente. Em 2022, ele perdeu o pleito no segundo turno para o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O cúpula petista, no entanto, considera Haddad seu principal quadro em São Paulo e considerava sua candidatura essencial para Lula ter um palanque forte no maior colégio eleitoral do país, mesmo diante do favoritismo de Tarcísio, que tem alta aprovação e aparece na liderança das pesquisas de intenção de voto.
Em sua fala, Lula fez diversos elogios à atuação de Haddad no Ministério da Fazenda e disse que o ex-prefeito da capital foi o seu melhor ministro neste terceiro mandato. O petista fez referência à vontade de Haddad de não disputar eleição e disse que o atual momento exige que o partido disputa o pleito “com os melhores”.
“Ele queria deixar porque queria estudar, porque ele queria sair um pouco da política, porque queria fazer não sei o quê. E eu tive uma conversa com Haddad mostrando que a situação política do Brasil e do mundo é tão grave, que se a gente não pegar as melhores pessoas que a gente tem e não resolver fazer a luta para defender a democracia, nós corremos risco de, por omissão, entregar a democracia outra vez aos fascistas que, durante tão pouco tempo, governaram esse país, mas fizeram um estrago muito grande”, disse o presidente.
“Para a minha alegria, o companheiro Haddad resolveu outra vez colocar o nome dele à disposição para ser candidato a governador do Estado de São Paulo. Essa eleição, eu estou dizendo para o Haddad, ele vai ser o futuro governador de São Paulo. Primeiro porque ele está muito mais do que preparado para isso. Segundo, porque ele já é o ministro da fazenda mais exitoso que esse país já teve”, ressaltou Lula.
O petista ainda afirmou que escolheu Haddad para a disputa por ser “incomparavelmente melhor do que todos que estejam dispostos a disputar com ele, inclusive melhor do que o governador atual, bem melhor”, em referência a Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Lula ainda falou da montagem da chapa no estado, que até o momento, além de Haddad, tem a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), como um dos nomes confirmados como candidato ao Senado.
A outra vaga ainda é discutida e, durante seu discurso, Lula fez uma apelo para que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) considere disputar, embora considere que a vice para o ex-tucano está “aberta”.
















