
Haddad ataca escolha de vice de Flávio Bolsonaro: "Pouco qualificado"
O anúncio do nome do deputado federal Alfredo Gaspar (PL), deputado do PL e relator da CPMI do INSS, ocorreu nessa quarta (5/8)

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, desdenhou nesta quinta-feira (6/8) da escolha de vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) para a disputa à Presidência da República. O anúncio do nome do deputado federal Alfredo Gaspar (PL) foi feito nessa quarta (5/8), o último dia do prazo para a realização das convenções partidárias.
“Acredito que tenha sido uma das piores [escolhas] que eu poderia imaginar. Eu não poderia imaginar a ousadia de colocar alguém tão pouco qualificado nessa posição”, opinou Haddad, em entrevista a jornalistas, em uma agenda em Iguape, no Vale do Ribeira, interior do estado.
Haddad também mencionou vice do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), concorrente à reeleição e o principal adversário de Flávio. “Imagina, de um lado você tem Geraldo Alckmin, quatro vezes governador de São Paulo, vereador, deputado estadual, deputado federal, ministro de Desenvolvimento. Um que ocupou todos os cargos com 50 anos de vida pública. E o outro, não dá nem para comparar.”
O petista ainda avaliou que Flávio está isolado na corrida presidencial, já que tem uma chapa sem coligações enquanto Lula tem apoio dos partidos PSol, PSB, PDT, Rede, PCdoB e PV. A escolha do senador por alguém do próprio PL ocorreu depois das legendas PP e Republicanos decidirem manter neutralidade na corrida ao Planalto.
Nesta quinta, Haddad também disse ter ficado “feliz” com fim da greve dos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), após acordo entre o sindicato e a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos). “Entendo que o São Paulo está vivendo um momento muito difícil, porque todas as privatizações do Tarcísio estão dando errado”, lamentou.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPQuem é o vice na chapa de Flávio
Alfredo Gaspar, de 55 anos, é deputado federal por Alagoas e ex-promotor de Justiça. Também foi procurador-geral de Justiça de Alagoas e ex-secretário estadual de Segurança Pública. Ele foi eleito deputado federal em 2022 pelo União Brasil e, posteriormente, filiou-se ao PL.
Na Câmara, ganhou projeção ao atuar como relator da CPMI que investigou fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), trabalho que o colocou como uma das principais vozes da oposição ao governo Lula e amplioua visibilidade dentro da bancada bolsonarista. Ele havia se lançado como candidato ao Senado por Alagoas na noite dessa terça (4/8).




















