Grupo de estudantes ocupa prédio da Secretaria da Educação de SP

Ocupação da Upes, nesta quarta-feira (25/3), foi transmitida ao vivo nas redes sociais. PM foi acionada para negociar com os estudantes

atualizado

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Imagens coloridas mostram ocupação do prédio da Secretaria da Educação do estado de SP
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Um grupo de integrantes da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes) ocupou, nesta quarta-feira (25/3), a sede da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc), na Praça da República, região central da capital paulista. A Polícia Militar (PM) foi acionada e negocia com os estudantes — que estão trancados dentro do prédio. O protesto está sendo transmitido ao vivo nas redes sociais da entidade estudantil.

“Não sairemos da secretaria enquanto nossas reivindicações não forem ouvidas e atendidas. Estamos aqui pelo direito de estudar com dignidade, por uma educação pública de qualidade e pelo nosso futuro, aqui está a juventude que vai derrotar Tarcísio e Feder”, diz nota enviado pela entidade.

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Grupo de integrantes da Upes invade sede da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo (Seduc)
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Conforme apuração do Metrópoles, a Seduc confirmou que cerca de 15 estudantes invadiram o prédio da secretaria por volta das 17h30, se trancaram em uma sala de aula e iniciaram a transmissão de uma live.

Os manifestantes tinham desmarcado uma reunião com o secretário Renato Feder na semana passada e remarcado para a próxima sexta (27/3). Eles queriam falar pessoalmente com o secretário, que não estava no local.

O secretário-executivo, Vinicius Neiva, secretário-executivo, chegou por volta das 19h na sede da secretaria e tentou negociar com os estudantes, mas os ocupantes não saíram.

A PM foi acionada pra preservar o patrimônio, mas a equipe da Seduc tentava negociar. A tropa chegou a entrar no prédio, mas deixou o local após acordo entre estudantes e servidores da Educação.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Seduc e aguarda nota oficial sobre o ato. O espaço segue aberto para manifestações.

A Upes classificou a ocupação como forma legítima de resistência ao processo contínuo de desmonte da educação pública promovido no âmbito da gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).


Os estudantes listaram quatro tópicos como princiapais reinvidicações:

  • 1. Fim do estatuto padrão dos grêmios estudantis e respeito à Lei do Grêmio Livre (Lei nº 7.398, de 4 de novembro de 1985).
  • 2. Revogação da PEC 09/2023, que reduz o investimento mínimo em educação no estado de São Paulo.
  • 3. Realização urgente de reformas estruturais em todas as escolas estaduais do estado de São Paulo.
  • 4. Fim da plataformização do ensino como parte de um projeto de precarização da educação, que subordina o processo pedagógico à lógica da padronização, do controle e da desumanização do ensino.

“A ocupação, historicamente reconhecida como instrumento extraordinário de reivindicação popular, constitui expressão concreta da participação social quando os canais institucionais de escuta e diálogo são sistematicamente esvaziados ou negados pelo poder público. Ao ocuparmos este espaço, afirmamos nosso compromisso com a defesa de uma educação pública, gratuita, democrática, inclusiva e socialmente referenciada. Lutamos por escolas com estrutura digna, por condições adequadas de ensino e aprendizagem, e por um projeto educacional que reconheça os estudantes como sujeitos de direitos”, diz parte da carta de reivindicações da Upes.

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