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São Paulo

Greve deixa escolas e creches municipais sem aulas em São Paulo

Paralisação é um protesto contra reajuste de 2,16% concedido pela gestão Ricardo Nunes; prefeitura fala em adesão de 3,4% das unidades

14/03/2024 09:32, atualizado 14/03/2024 13:30
Reprodução/Redes Sociais
foto colorida de manifestação de funcionários públicos municipais em frente à Prefeitura de SP em protesto contra reajuste de 2,16% - Metrópoles

São Paulo — Parte das escolas e dos centros de educação infantil (CEIs) municipais de São Paulo está sem aulas após servidores da educação aprovarem uma greve por tempo indeterminado para pressionar a Prefeitura por reajuste salarial. A paralisação foi aprovada durante assembleia na sexta-feira (8/3), em ato em frente à Câmara dos Vereadores.

Na terça-feira (12/3), o movimento ganhou a adesão de outras categorias do funcionalismo público. Os servidores protestam contra o reajuste de 2,16% proposto pela gestão Ricardo Nunes (MDB) — a reivindicação dos servidores da educação é de 39% de aumento, referentes às perdas salariais dos últimos três anos.

Segundo a prefeitura, 3,4% das unidades educacionais não tiveram atendimento nessa quarta-feira (13/3) — o número exato de unidades e alunos afetados pela paralisação não foi divulgado.

Já Claudete Alves, presidente do Sindicato dos Educadores da Infância (Sedin), disse que a estimativa é de que 20% das escolas municipais aderiram à greve.

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Um protesto realizado nessa quarta-feira em frente à prefeitura (foto de destaque) reuniu professores e demais representantes do funcionalismo municipal. Segundo Claudete Alves, o ato reuniu 6,5 mil pessoas. Uma nova manifestação está agendada para a próxima terça-feira (19/3).

Falta de professores

Em carta aberta à população divulgada na segunda-feira (11/3), a Coordenação das Entidades Sindicais Específicas da Educação Municipal (Coeduc) informou que boa parte das escolas municipais sofre com a falta de professores e de pessoal do quadro de apoio, especialmente após cortes de funcionários da limpeza, vinculados aos contratos com empresas.

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“Muitas unidades educacionais ficaram sem serviços básicos de manutenção, limpeza de caixas d’água, dedetização e desratização, que deveriam ter sido feitos durante as férias”, diz a carta da Coeduc.

De acordo com Claudete Alves, do Sedin, a reivindicação de 39% refere-se à incorporação das gratificações dos abonos complementares dos últimos anos. “Em 2022, 2023 e este ano, a prefeitura deu aumento somente para quem recebia o piso, quem está no início da carreira. Os demais professores só receberam o reajuste concedido para os servidores em geral, que este ano foi de 2,16%.”

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), disse, em nota, “que está aberta uma mesa de negociação sobre a recomposição salarial para o ano de 2024”.

O Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem), contudo, disse ao Metrópoles que reunião entre as partes, na quarta-feira, terminou sem acordo e a greve vai continuar.

2,3 milhões de refeições

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, não há autorização para suspensão das atividades nas unidades educacionais. “O atendimento aos estudantes é essencial para seu desenvolvimento, além de garantir a segurança alimentar com a distribuição de 2,3 milhões de refeições diárias”, informou.

“As ausências não justificadas serão descontadas, de acordo com a legislação, e a pasta irá providenciar professores para atendimento dos estudantes”, diz a nota.

A Secretaria da Educação disse lamentar que “os sindicatos se pautem por uma agenda político-partidária completamente desvinculada do compromisso com o atendimento das crianças ao serviço essencial que é a educação”.

“A SME orienta os responsáveis pelos alunos a acionar a Diretora Regional de Educação da região em caso de escola sem atendimento. Todas as medidas cabíveis serão tomadas”, informa.