Golpe do falso advogado: 16 são presos em “call center” na zona leste

Central clandestina operava com divisão de tarefas e estrutura tecnológica para aplicação de fraudes e golpes como o do falso advogado

atualizado

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Divulgação/SSP-SP
Imagem colorida de viatura da polícia civil. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de viatura da polícia civil. Metrópoles - Foto: Divulgação/SSP-SP

Policiais da 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) desarticularam na terça-feira (24/3) uma “call center” que aplicava o golpe do falso advogado e outros crimes de estelionato em São Paulo. A ação prendeu 16 pessoas em um imóvel com estrutura tecnológica que funcionava em Ermelino Matarazzo, na zona leste da capital.

Os investigadores foram averiguar uma denúncia anônima de que o local estaria sendo usado para a prática de golpes. No endereço, foi observado a movimentação de diversas pessoas entrando e saindo do imóvel. Um dos suspeitos foi abordado e indicou que no lugar funcionava uma central com diversos notebooks e outros equipamentos.

No fundo do imóvel, os policiais flagraram diversas pessoas com computadores. Em um dos equipamentos, foi constatada uma conversa com um comprovante no valor de R$ 1,3 mil enviado por uma vítima. Em pesquisas, foi identificado um boletim de ocorrência feito em nome da autora constatando a fraude por meio do golpe do falso advogado.

“Eles pegavam dados de processos públicos, se passavam pelo advogado da vítima e cobravam valores de taxas judiciais, honorários, entre outros”, explica o delegado Ronald Quene, titular da 1ª Cerco.


O que é o golpe do falso advogado

  • É um tipo de golpe em que criminosos se passam por advogados para enganar pessoas
  • Eles entram em contato dizendo que existe um processo judicial envolvendo você
  • Afirmam que você tem dinheiro a receber, como uma indenização ou causa ganha
  • Para liberar esse valor, inventam que é preciso pagar uma taxa antecipada
  • Essa cobrança é falsa — serve apenas para fazer você transferir dinheiro
  • Depois que a vítima paga, o golpista some e corta contato

O imóvel onde funcionava a central clandestina era alugado, sendo que o proprietário também estava no local. De acordo com a polícia, o suspeito possuía vínculo com os envolvidos, inclusive com antecedentes criminais.

A investigação apontou que o bando atuava de forma estruturada, com suporte tecnológico e clara de divisão de tarefas, desde a captação de dados, criação e gestão de perfis falsos, contato com a vítima e a operacionalização e circulação dos valores provenientes das transações financeiras ilícitas.

No total, foram apreendidos dois carros, uma moto, R$ 1.000 em espécie, duas máquinas cartão, 36 celulares, 58 cartões bancários, além de diversos notebooks e fones de ouvido headset, comumente utilizado por grupos criminosos estelionatários.

O caso foi registrado como associação criminosa, estelionato e localização e apreensão de objeto e de veículo na 1ª Delegacia Seccional do Centro.

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