Golpe de clínicas custou R$ 60 milhões a planos de saúde, diz entidade
Polícia fez uma operação contra grupo criminoso que fraudava diagnósticos de crianças para conseguir verbas adicionais dos planos de saúde
atualizado
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A Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) estimou que o esquema criminoso envolvendo clínicas que atendem crianças com Transtornos do Espectro Autista (TEA) causou um prejuízo de até R$ 60 milhões aos planos de saúde.
Segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que comandou uma operação policial nesta quinta-feira (30/4), o grupo investigado fraudava atendimentos para conseguir mais verba dos planos de saúde.
De acordo com as autoridades, os investigados simulavam atendimentos, emissão de laudos médicos falsos e ingresso de ações judiciais para obrigar os planos de saúde a custear procedimentos inexistentes ou com valores inflados. A investigação acredita que a prática gerou “prejuízos financeiros expressivos” e sustentava o funcionamento da fraude.
Operação policial
- A operação, chamada de Descredenciamento, cumpre 12 mandados de busca e apreensão na cidade de São Paulo e região metropolitana.
- A ação é conduzida pela 2ª Delegacia da Divisão de Investigações Gerais (DIG), sobre crimes de estelionato e contra a fé pública.
- Cerca de 40 policiais civis participam da ação, com o apoio de 17 viaturas, entre caracterizadas e descaracterizadas.
Além disso, a polícia destacou a gravidade do esquema ao atingir diretamente crianças e famílias, submetidas a diagnósticos falsos e intervenções terapêuticas inadequadas “em afronta a princípios fundamentais de proteção e boa-fé”, informou a Polícia Civil.
Em nota, a Abramge ainda afirmou que acompanha com atenção a operação do Deic, chamada de Descredenciamento, e “defende a apuração rigorosa dos fatos e o fortalecimento de mecanismos de controle e prevenção, como forma de proteger os beneficiários e garantir que os recursos da saúde sejam aplicados corretamente”.
