GCMs são presos suspeitos de corrupção e extorsão no interior de SP
Segundo a investigação, três GCMs cobravam propina para não prender traficantes em flagrante na cidade de Itapira, interior de SP
atualizado
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Três guardas municipais de Itapira, no interior de São Paulo, foram presos, nesta segunda-feira (15/9), suspeitos de corrupção e extorsão, durante uma operação realizada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) com apoio da Polícia Militar (PM).
Segundo a promotoria, a investigação começou após manifestações registradas no órgão apontarem práticas ilegais dos guardas, incluindo a exigência de propina para não prender traficantes em flagrante, principalmente na cidade de Itapira. Uma pessoa chegou a ser presa de forma irregular por não pagar a quantia exigida pelos agentes.
A partir dessas denúncias, o Ministério Público instaurou a Operação Olhos de Águia. Além das prisões, a investigação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nas cidades vizinhas de Mogi Guaçu e Holambra. Na ação, foram apreendidos celulares dos suspeitos que passarão por análises que poderão aparecer na denúncia do MPSP.
Os guardas presos responderão pelos crimes de extorsão, corrupção passiva, falso testemunho e falsa comunicação de crime.
O que diz a prefeitura e a GCM
- Em nota publicada em conjunt,o nesta segunda-feira (15/9), a prefeitura e a Guarda Civil Municipal (GCM) de Itapira afirmaram que colaboraram com as investigações, fornecendo todas as informações solicitadas.
- Além disso, a administração municipal e a corporação disseram que instauraram um procedimento administrativo interno para apurar as denúncias “antes mesmo da atuação do MPSP”.
- Por fim, as duas instituições repudiaram as práticas do guardas presos e afirmaram os atos não representam “os valores, a conduta e o compromisso da Guarda Civil Municipal de Itapira”.
