Filho que atacou a mãe com óleo é solto após audiência de custódia
Após briga, filho atacou a mãe e despejou óleo sobre o corpo dela. Mesmo solto, ele terá que manter distância e não poderá falar com a mãe
atualizado
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Após agredir a própria mãe e jogar óleo de cozinha sobre o corpo dela, o jovem Kauan Felipe da Costa, de 18 anos, teve a liberdade provisória concedida pela Justiça de São Paulo. O caso aconteceu em Mongaguá, no litoral paulista, e a decisão foi tomada após audiência de custódia realizada na última terça-feira (21/4).
Na prática, Kauan vai responder o processo em liberdade, mas terá que cumprir uma série de regras impostas pela Justiça. Entre elas, estão o comparecimento mensal em juízo para informar suas atividades, a proibição de ficar mais de oito dias fora da cidade sem autorização, a obrigação de comparecer a todos os atos do processo e a necessidade de manter seus dados atualizados.
Como aconteceu as agressões
- A briga começou dentro de casa, na tarde da última segunda-feira (20/4), em Mongaguá, no litoral de São Paulo, quando a mãe repreendeu o filho por chegar com objetos de origem suspeita e pediu que ele parasse com possíveis envolvimentos em roubos.
- Irritado com a cobrança, o filho reagiu com violência e passou a agredir a mãe com chutes, atingindo principalmente a região das pernas.
- Em seguida, o filho despejou cerca de cinco litros de óleo de cozinha sobre o corpo da mãe; o líquido estava em temperatura ambiente. Após a agressão, o filho fugiu do local antes da chegada dos agentes, enquanto a vítima buscou ajuda.
- A mulher foi socorrida e levada ao pronto-socorro, onde recebeu atendimento médico; apesar das agressões, não sofreu ferimentos graves.
- O filho foi localizado pouco depois pela GCM durante buscas na região da orla e acabou detido.
- Com ele, os agentes apreenderam um simulacro de arma de fogo e o caso foi registrado como lesão corporal.
Além disso, a Justiça determinou medidas protetivas para garantir a segurança da vítima. O jovem deverá se manter afastado da mãe, não podendo se aproximar a menos de 300 metros, nem manter qualquer tipo de contato, seja pessoalmente ou por outros meios de comunicação. Ele também está proibido de retornar à residência onde ocorreu a agressão.
A defesa de Kauan é feita pela Defensoria Pública.
