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São Paulo

"Farsa contra inocentes", diz advogado de PMs réus no caso Gritzbach. Veja vídeo

Três policiais militares acusados de participar da execução de Gritzbach no Aeroporto de Guarulhos começam a ser julgados nesta segunda (22)

22/06/2026 11:11
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Alessandra Ferreira/Metrópoles
Imagem colorida do advogado dos PMs acusados de executar o delator do PCC Antonio Gritzbach - Metrópoles

Às vésperas do julgamento dos três policiais militares acusados de participar da execução do corretor de imóveis Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, que começa na manhã desta segunda-feira (22/6), o advogado dos suspeitos, Renan Canto, afirmou à imprensa que as provas contra os PMs foram “forjadas e manipuladas para incriminar inocentes”.

Segundo a acusação, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues teriam sido os atiradores que desceram de um Volkswagen Gol e fuzilaram Gritzbach diante de dezenas de testemunhas, no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Já o tenente Fernando Genauro da Silva, é apontado como o motorista que teria levado os executores até o aeroporto e ajudado na fuga após o crime.

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PM da ativa que executou Gritzbach a mando do PCC é preso
Empresário, preso sob suspeita de mandar matar membros do PCC, foi solto por determinação do STJ
Antônio Vinicius Lopes Gritzbach
Antônio Vinicius Lopes Gritzbach
“Farsa contra inocentes”, diz advogado de PMs réus no caso Gritzbach - imagem 6
O delator do PCC Vinícius Gritzbach deixa o aeroporto de SP ao lado da namorada, Maria Helena Paiva
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O delator do PCC Vinícius Gritzbach deixa o aeroporto de SP ao lado da namorada, Maria Helena Paiva

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PM da ativa que executou Gritzbach a mando do PCC é preso
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Antônio Vinicius Lopes Gritzbach
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Antônio Vinicius Lopes Gritzbach

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Namorada de Gritzbach é influenciadora e já foi candidata a vereadora
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Delator do PCC, Vinícius Gritzbach foi executado no Aeroporto de Guarulhos
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Delator do PCC, Vinícius Gritzbach foi executado no Aeroporto de Guarulhos

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Antônio Vinícius Gritzbach, delator do PCC, foi morto no aeroporto de Guarulhos
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Antônio Vinícius Gritzbach, delator do PCC, foi morto no aeroporto de Guarulhos

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Antônio Vinicius Lopes Gritzbach
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Vinicíus Gritzbach, delator do PCC
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Vinicíus Gritzbach, delator do PCC

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Imagem foi anexada em relatório policial
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Imagem foi anexada em relatório policial

Reprodução/Polícia Civil

Para a investigação, dados de GPS, imagens de câmeras, informações de celulares e exames de DNA colocaram os três PMs na cena do crime. O advogado Renan Canto, porém, critica a confiabilidade das provas.

“O carro foi analisado no dia 8 de novembro. Nada foi encontrado. O carro passa por uma segunda análise, aí eles encontram uma amostra que não havia sido encontrada no dia anterior. Essa amostra, até hoje, a gente não sabe do que se trata. Se é sangue, se é suor, se é saliva. Essa amostra subiu pro sistema AIFES, que a gente chama, e ninguém foi identificado”, afirmou o advogado.

No dia 8 de janeiro, uma denúncia anônima apontou que os policiais militares de Osasco eram os autores do crime. A investigação comparou o DNA dos acusados com a amostra coletada e confirmou a suspeita.

“Milagrosamente, pinta depois, no dia 8 de janeiro, uma denúncia anônima, dizendo que policiais militares de Osasco eram os autores do crime. E aí, milagrosamente, vem aos autos a comparação do DNA. Isso foi montado, isso foi plantado. Eu não tenho nenhuma dúvida de que essa prova foi forjada e manipulada para incriminar inocentes úteis”, criticou Renan Canto.

Julgamento começa nesta segunda

O julgamento dos PMs começou nesta segunda-feira (22/6) no Tribunal do Júri de Guarulhos, região metropolitana de São Paulo. A sessão foi pautada para durar até sexta-feira (26/6).

Gritzbach foi morto em 8 de novembro de 2024 na área de desembarque do Terminal 2 do Aeroporto de Guarulhos, após voltar de uma viagem a Alagoas. Ele caminhava ao lado da namorada e de seguranças quando foi alvo de 10 disparos de fuzil. O crime ocorreu dias após o corretor iniciar delações sobre o envolvimento de policiais com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Na prática, os jurados terão de decidir se os três participaram de uma execução planejada contra o delator. A acusação sustenta que o crime teve motivo torpe, colocou outras pessoas em risco, dificultou a defesa das vítimas e envolveu fuzis, que são armas de uso restrito. No caso de Fernando Genauro, a imputação é de participação nos mesmos crimes, por supostamente ter atuado no apoio logístico da emboscada.

Pelo cronograma do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) obtido pela reportagem, o primeiro dia do julgamento deve ouvir as vítimas sobreviventes Willian Souza Santos e Samara Lima de Oliveira, além de testemunhas ligadas à acusação e à apuração policial. Entre os nomes previstos para o mesmo dia estão policiais militares, delegados e pessoas que estiveram na investigação.

Para esta terça-feira (23/06), a pauta prevê depoimentos de testemunhas arroladas pelas defesas, incluindo investigadores, delegados e pessoas indicadas pelos réus. Também estão previstos para esse dia os interrogatórios dos policiais Denis, Ruan e Fernando.

Os demais dias, até 26 de junho, ficam reservados para a continuidade do plenário, debates entre acusação e defesa, votação dos jurados e eventual sentença.

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