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São Paulo

Fábrica encerra produção na zona sul após reclamações de moradores

Produção do material provocava ruídos no período noturno, forte odor e espalhava fuligem no entorno da fábrica, segundo moradores da região

07/07/2026 11:40, atualizado 07/07/2026 12:07
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Guilherme Ribeiro/Reprodução Google
Chaminé de fábrica da Saint-Gobain, em Santo Amaro, zona sul de São Paulo. Fábrica vai fechar após denúncias de poluição. - Metrópoles

A fábrica da Isover Saint-Gobain encerrou sua produção de lã de vidro em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, na última sexta-feira (4/7). A decisão ocorre após moradores da região reclamarem, ao longo de anos, da emissão de fumaça. Em dezembro do ano passado, em um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Estado (MPSP), a empresa se comprometeu a encerrar a produção na unidade dentro de seis meses.

A lã de vidro é utilizada para isolamento térmico e acústico na construção civil. A produção do material provocava ruídos no período noturno, forte odor e espalhava fuligem pela região, segundo moradores da vizinhança.

O TAC firmado com o Ministério Público previa que a fábrica encerrasse suas atividades até o dia 4 de julho. Caso não cumprisse a determinação, a Saint-Gobain precisaria pagar multa de R$ 10 mil por cada dia ultrapassado do prazo.

Com o encerramento, moradores e coletivos da região comemoram nas redes sociais. No Instagram, o perfil “Respira, Santo Amaro!” escreveu: “Comemoremos o direito pétreo de respirar sem adoecer! São 90 mil santamarenses beneficiados. Enfim, respira, Santo Amaro!”. escreveu.

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Além do encerramento da fábrica, a empresa terá que adotar medidas ambientais, como gestão de áreas contaminadas, tratamento de resíduos e destinação adequada de materiais industriais. Apesar de não produzir mais a lã de vidro, a unidade seguirá operando como um centro de distribuição do material.

Procurada pela reportagem, a Isover Saint-Gobain informou que a empresa também está trabalhando na desmobilização do forno da fábrica até 31 de julho. Em relação aos funcionários, a empresa reforçou que “conduziu o processo de forma transparente, organizada e de acordo com a legislação, sempre comprometida em diminuir ao máximo o impacto”.

“Importante reforçar que a Isover continuará atuando no Brasil e que, após a data mencionada, a Unidade Fabril passará a operar como um Centro de Distribuição, garantindo o fornecimento para toda a cadeia produtiva”, concluiu.