Estupro coletivo de crianças: último adolescente foragido é apreendido

Com a apreensão do adolescente, a polícia acredita que todos os envolvidos no estupro coletivo das crianças estão capturados

atualizado

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Divulgação/SSP-SP
açougue clandestino carne estragada zona leste
1 de 1 açougue clandestino carne estragada zona leste - Foto: Divulgação/SSP-SP

A Polícia Civil de São Paulo apreendeu, na manhã desta segunda-feira (4/5), o último adolescente foragido, suspeito de participar do estupro coletivo de duas crianças, de sete e 10 anos, ocorrido no dia 21 de abril, na zona leste da capital paulista.

As autoridades afimaram nesse domingo (3/5) que negociavam a rendição desse adolescente com a família dele. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o menor de idade foi localizado no bairro Ermelino Matarazzo, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão realizado entre a madrugada e a manhã.

Ele foi encaminhado à delegacia, junto com a mãe. Com a apreensão desta manhã, agora todos os cincos envolvidos – quatro adolescentes e um adulto – estão sob controle das autoridades.

Dois dos adolescentes apreendidos já havia sido levados pelos pais, na última quinta-feira (30/4), à sede do 63° Distrito Policial, na Vila Jacuí. Outro menor de idade foi apreendido em Jundiaí, interior de São Paulo. O único maior de idade envolvido no estupro coletivo, Alessandro Martins dos Santos, foi preso na Bahia. De acordo com a investigação do caso, ele deve ser trazido para São Paulo nesta segunda-feira (4/5).

De acordo com a polícia, pelo menos quatro dos cinco investigados confessaram o crime.

Próximos passos da investigação

Após a detenção dos cinco envolvidos no estupro coletivo das duas crianças, a polícia agora busca identificar quem foram as pessoas que compartilharam as imagens dos abusos nas redes sociais.

Segundo a investigação, o adulto preso pelo crime filmou o estupro e enviou para conhecidos pelo aplicativo de mensagem WhatsApp. A partir desse envio, as gravações foram divulgadas nas redes sociais. As autoridades afirmaram que aqueles que compartilharam os vídeos também podem ser indiciados e pediu que as pessoas que estão divulgando os vídeos, mesmo que na boa intenção de expor a revolta sobre o crime, parem de expor as crianças.

Além disso, a equipe policial investiga a possibilidade de moradores da comunidade onde as crianças vivem terem feito ameaças, evitando que a família registrasse boletim de ocorrência. Segundo os delegados do caso, algumas pessoas queriam que o assunto fosse “resolvido” dentro do próprio bairro, sem envolvimento da polícia.


Entenda o caso

  • Duas crianças, de 10 e sete anos, foram atraídas por quatro adolescentes e um adulto a um imóvel da região, após serem convidadas para soltar pipa, no dia 21 de abril.
  • Ao chegarem no local, as duas foram abusadas sexualmente.
  • O adulto, identificado como Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, tomou a iniciativa de gravar os abusos com o próprio celular e, posteriormente, pediu para um adolescente seguir com a filmagem.
  • Essa gravação foi enviada pelo próprio Alessandro a um grupo de conversas no WhatsApp e, depois, caiu nas redes sociais.
  • A partir da divulgação na internet, a irmã de uma das vítimas identificou a criança e registrou um boletim de ocorrência, no dia 24 de abril.

 

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