Erosão pode separar pedaço de ilha e TJSP determina plano de ação
Determinação é de que Estado de São Paulo e Fundação Florestal adotem medidas emergenciais para conter erosão de ilha em Cananeia
atualizado
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A Justiça de São Paulo concedeu uma nova liminar, nessa segunda-feira (9/3), determinando que o Estado de São Paulo e a Fundação Florestal adotem medidas de emergência para conter a erosão na Ilha do Cardoso, em Cananeia, litoral paulista.
A decisão leva em conta um parecer elaborado pelo Centro de Apoio à Execução, órgão ligado ao Ministério Público do estado (MPSP), que mostrou o processo erosivo em curso em áreas do Parque Estadual da Ilha do Cardoso, que pode acarretar a separação de uma parte da área.
O documento mostrou que no trecho do Melão, na ilha, há risco iminente de rompimento do pontal ainda neste ano por conta da erosão acelerada.
Segundo a determinação judicial, o poder público deve “evitar intervenções de engenharia incompatíveis com a dinâmica natural do ambiente costeiro” além de elaborar em até dez dias um plano emergencial voltado à proteção das comunidades que ali vivem.
A Ilha do Cardoso é lar para cerca de 400 moradores divididos em comunidades caiçaras e aldeias indígenas. O processo erosivo tem se agravado por conta do aumento do nível do mar e mudanças climáticas.
Em 2018, o local sofreu com o rompimento de um esporão arenoso que levou à abertura de uma nova barra no Canal do Ararapira, que mudou a configuração da ilha, fazendo com que os moradores dessa região se realocassem.
Parque Estadual Ilha do Cardoso
O Parque Estadual Ilha do Cardoso, localizado no muncípio de Cananeia, no extremo sul do estado paulista, intega uma das maiores áreas contínuas de floresta primária, ou seja, que se mantém com suas características originais.
Na região, segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, já foram catalogadas quase mil espécies de plantas e algumas espécies animais ameaçadas de extinção, como papagaios-de-cara-roxa, bugio e onças-pardas.
Dentre sete comunidades caiçaras que vivem no parque, duas delas apresentam núcleo para visitação que organizado pelos moradores locais: Núcleo Perequê e Núcleo Marujá, que só são acessados via transporte náutico.
