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São Paulo

Empresário com 1 milhão de seguidores é acusado de agir como "banco" do PCC

MPSP apurou que lojas de empresário em Campinas (SP) foram supostamente usadas para lavagem de dinheiro de traficante do PCC

15/09/2026 08:28, atualizado 15/09/2026 16:08
Reprodução/ Instagram
Empresário com 1 milhão de seguidores é acusado de agir como “banco” do PCC

O empresário do ramo de carros de luxo Leandro Gabioneta é investigado por, de acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), ser o “banco particular” do traficante Reginaldo Pereira da Silva, o Tim, do Primeiro Comando da Capital (PCC), preso no âmbito da Operação Nexus, deflagrada nesta terça-feira (15/9) pelo MPSP e pelo 1° Batalhão de Ações Especiais (Baep) em Itatiba e Campinas, no interior paulista.

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Nas redes sociais, Gabioneta tem mais de 1 milhão de seguidores
Empresário tem loja nas proximidades de um shopping de luxo de Campinas
Leandro Gabioneta
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Relatórios apontam para movimentações superiores a R$ 2 milhões.

Até o momento, seis pessoas foram presas. A Justiça emitiu 26 ordens judiciais de busca e apreensão.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão vinculado ao MPSP, aponta que Tim é suspeito de liderar esquema voltado ao tráfico de drogas dividido em cinco núcleos. O traficante, junto com a esposa, foi preso em um condomínio de luxo de Itatiba.

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As investigações identificaram que a Gabioneta Private Select, localizada nas proximidades de um shopping de luxo de Campinas, no interior paulista, foi supostamente usada para lavagem de capitais de Tim. Três lojas de Gabioneta, sendo duas em Itatiba e a de Campinas, foram alvo de ordens judiciais de busca e apreensão.

Nas redes sociais, Gabioneta tem mais de 1 milhão de seguidores. Ele também mantém um canal de vídeos onde publica vídeos mostrando carros de luxo, entre os quais de marcas de interesse do narcotraficante, como Lamborghini, Porshe e Ferrari.

As investigações que resultaram na operação desta terça identificaram que o grupo suspeito instalou um verdadeiro sistema de monitoramento, 24 horas por dia, em favor do crime organizado. A vigilância permitia ao grupo ligado ao traficante ocultar drogas, dispersar vendedores e interromper a atuação temporária de pontos de venda de drogas.

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Em nota, o empresário afirmou que a residência não pertence a Leandro e que ele não possui empresas em Itatiba. “O Leandro atua há 22 anos no mercado e, somente recentemente, inaugurou sua primeira e única loja própria no segmento automotivo, localizada em Campinas. Todos os negócios realizados por ele foram conduzidos de forma lícita e regular”, disse.

Outros alvos

Entre os alvo de busca e apreensão está um policial militar e um vereador de Itatiba, município em que foi descoberto esquema liderado por Tim.

A Corregedoria da Polícia Militar cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de um policial militar com ligação direta com o principal alvo da operação, o traficante líder do esquema.

Promotores também cumpriram ordem judicial de busca e apreensão na casa e no gabinete do vereador Carlos Eduardo de Oliveira Franco (MDB), conhecido como Duguaca.

Em nota, a Câmara de Itatiba confirmou que o mandado de busca e apreensão foi cumprido no gabinete do parlamentar emedebista. O texto diz que, até o momento, a investigação não está “relacionada ao exercício da função parlamentar”, à atuação institucional ou a atos em nome da Casa de Leis.

“A Câmara Municipal de Itatiba reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e o princípio da publicidade, bem como com o pleno respeito à atuação das instituições responsáveis pela investigação”, finalizou.