Júri popular de mãe acusada pela morte da filha começa nesta terça-feira
Criança morreu com lesões na região da cabeça e abdômen e sinais de abuso infantil. Padrasto já foi condenado a 35 anos de prisão

Pouco mais de dois anos após a morte de Lorrayne Helloa, a mãe dela é levada a júri popular, nesta terça-feira (15/9). O padrasto, por sua vez, foi condenado a 35 anos de prisão por homicídio qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima e contra menor de 14 anos.
Lorrayne, de 2 anos de idade, morreu em 27 de maio de 2024, na casa em que morava com a mãe e o padrasto, em Mauá, na Grande São Paulo. De acordo com a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), o casal maltratou e agrediu a menina, causando lesões, sobretudo, na região da cabeça e do abdômen.
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) indicou que a criança apresentava “trauma contuso em abdome com laceração de grandes vasos abdominais”, o que ocasionou a “morte por hemorragia interna abdominal”. A médica legista apontou que Lorrayne tinha lesão compatível com espancamento mediante golpes contundentes ou arremesso violento da criança contra o chão ou a parede.
Um prontuário médico da bebê também falava em hematomas na região do rosto, cabeça, membros superiores e inferiores, abdome, região inguinal, escápula e glúteo. Também foram observados sinais de abuso infantil, com ferimentos no ânus e vagina.
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Ver todasDe acordo com a denúncia, o crime foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, visto que Lorrayne, por ter pouca idade, não poderia se defender do ataque.
O padrasto chegou a ser agredido por familiares no velório de Lorrayne Helloa. Ele já tinha histórico de violência doméstica contra a atual e uma ex-companheira. Uma testemunha disse à Justiça que viu o réu agredir a mulher com a criança no colo dela, ameaçando-a jogá-la em uma lata de lixo.



