Empresária condenada por atacar casal gay é presa em aeroporto de SP

Justiça pediu prisão preventiva de Jaqueline Santos Ludovico após mulher viajar à Espanha sem autorização enquanto cumpria medida cautelar

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Imagem colorida mostra mulher agredindo casal gay em padaria de São Paulo; ela foi indiciada pela polícia - Metrópoles
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A empresária Jaqueline Santos Ludovico, de 35 anos, foi presa nessa quarta-feira (4/2), enquanto desembarcava no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, no interior de São Paulo. Ela foi condenada por injúria racial, após um ataque homofóbico contra um casal gay em uma padaria (vídeo abaixo) no centro de São Paulo.

Apesar dessa condenação, Jaqueline foi presa por violar medidas cautelares referentes a outro caso: um atropelamento seguido de fuga, no dia 14 de junho de 2024, na avenida Francisco Matarazzo, na zona oeste da capital.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a mulher foi presa com o advogado presente. Ela não ofereceu resistência à abordagem e não tinha nada ilícito. O cumprimento do mandado de prisão preventiva foi realizado por policiais civis após decisão judicial.

A Justiça pediu a prisão preventiva da mulher, após receber a notícia de que ela havia viajado para a Espanha sem autorização judicial prévia.


Entenda o caso

  • Jaqueline Santos Ludovico foi presa nessa quarta-feira (4/2), após retornar da Espanha.
  • Ela foi detida no Aeroporto Internacional de Viracopos.
  • A Justiça pediu a prisão preventiva da mulher após tomar conhecimento de que a viagem dela à Espanha aconteceu sem autorização judicial prévia.
  • Com a viagem, Jaqueline violou medidas cautelares que cumpria por atropelar um homem na avenida Francisco Matarazzo, na zona oeste de São Paulo, no dia 14 de junho de 2024. Ela fugiu após o atropelamento.
  • Ela também foi condenada por injúria racial, após agredir um casal gay em uma padaria no centro da capital paulista.

Homofobia e investigações policiais

Jaqueline é a mulher que aparece em um vídeo (veja acima) agredindo um casal gay em uma padaria na Santa Cecília, no centro de São Paulo, em fevereiro de 2024.

As imagens foram gravadas pelo engenheiro civil Adrian Grasson, de 32 anos, e mostram o momento em que a mulher os agride fisicamente, os xinga e diz que “valores estão invertidos”. Ele estava junto do namorado, o assessor de imprensa Rafael Gonzaga, 32 anos.

Rafael Gonzaga saiu com o nariz sangrando após as agressões físicas.

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Rafael Gonzaga, 32 anos, teve sangramento nasal após levar um soco da agressora
Trecho do boletim de ocorrência registrado pelas vítimas na Polícia Civil de São Paulo (PCSP)
Empresária agrediu e cometeu homofobia contra casal gay em São Paulo
Caso ocorreu na madrugada de 3 de fevereiro de 2024, no bairro Santa Cecília, em São Paulo (SP)
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Caso ocorreu na madrugada de 3 de fevereiro de 2024, no bairro Santa Cecília, em São Paulo (SP)

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Rafael Gonzaga, 32 anos, teve sangramento nasal após levar um soco da agressora
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Rafael Gonzaga, 32 anos, teve sangramento nasal após levar um soco da agressora

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Trecho do boletim de ocorrência registrado pelas vítimas na Polícia Civil de São Paulo (PCSP)
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Trecho do boletim de ocorrência registrado pelas vítimas na Polícia Civil de São Paulo (PCSP)

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Empresária agrediu e cometeu homofobia contra casal gay em São Paulo
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Empresária agrediu e cometeu homofobia contra casal gay em São Paulo

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Jaqueline já havia sido presa em flagrante em junho de 2024 por atropelar um homem de 32 anos na avenida Francisco Matarazzo, na zona oeste de São Paulo.

Câmeras de segurança registraram o momento em que a empresária atingiu a vítima com seu Honda HRV vermelho em alta velocidade. O rapaz chegou a sinalizar que estava na faixa de pedestre.

Jaqueline fugiu, porém voltou ao local do acidente com a irmã. Os agentes responsáveis pela ocorrência relataram que a empresária apresentava sinais de embriaguez e se negou a passar pelo bafômetro.

Ela foi presa em flagrante e, horas depois, a detenção foi convertida em domiciliar porque, segundo a Justiça, a mulher tem filhos menores.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o 91º Distrito Policial (Ceasa) registrou o caso como lesão corporal culposa na direção de veículo, fuga de local de acidente e embriaguez ao volante.

Jaqueline também é ré pelo crime de estelionato por aplicar um golpe de mais de R$ 200 mil contra uma empresa automotiva de Tubarão, no sul de Santa Catarina.

A Justiça catarinense aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público no final de janeiro deste ano. De acordo com o documento apresentado pelo MPSC Jaqueline ofereceu supostos serviços de publicidade por meio de sua empresa, que foram contratados pela vítima por R$ 339 mensais.

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A mulher foi identificada como a agressora de casal gay
Jaqueline Ludovico em redes sociais
Depois da divulgação do caso, Jaqueline Ludovico bloqueou contas em redes sociais
Nas redes sociais, Jaqueline aparece também com cabelos escuros
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Nas redes sociais, Jaqueline aparece também com cabelos escuros

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A mulher foi identificada como a agressora de casal gay
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A mulher foi identificada como a agressora de casal gay

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Jaqueline Ludovico em redes sociais
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Jaqueline Ludovico em redes sociais

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Depois da divulgação do caso, Jaqueline Ludovico bloqueou contas em redes sociais
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Depois da divulgação do caso, Jaqueline Ludovico bloqueou contas em redes sociais

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Então, a representante da empresa automotiva foi contatada por um falso representante de cartório, que alegou que esse contrato havia sido protestado e exigiu pagamentos para evitar “prejuízos graves” à empresa.

Com isso, a vítima fez diversas transferências via Pix entre setembro e novembro de 2021, somando R$ 200 mil. Veja:

  • 4/11/2021: R$ 8.618,40 e R$ 2.872,80
  • 5/11/2021: R$ 6.945,70 e R$ 7.336,06
  • 9/11/2021: R$ 15.372,52, R$ 6.861,74 e R$ 10.745,00
  • 11/11/2021: R$ 25.050,00, R$ 916,00 e R$ 15.722,41
  • 18/11/2021: R$ 17.840,00, R$ 13.446,25 e R$ 21.038,92
  • 24/11/2021: R$ 47.496,56
  • Total: R$ 200.262,36

O promotor Rafael Rauen Canto aponta no texto que Jaqueline cometeu o crime de estelionato por seis vezes, de forma continuada, e fixou o valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração penal em R$ 200.262,36.

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