Eletricistas protestam contra risco de rompimento do contrato da Enel
Ato convocado por sindicato reúne trabalhadores e terceirizados da Enel em frente à Prefeitura de São Paulo na manhã desta quinta (12/3)
atualizado
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Um ato convocado pelo Sindicato dos Eletricitários de São Paulo reúne, na manhã desta quinta-feira (12/3), trabalhadores e terceirizados da Enel em frente à Prefeitura de São Paulo, na Praça do Patriarca, centro da cidade, Eles protestam contra o risco de rompimento de contrato da concessionária com a administração municipal.
A mobilização acontece em meio às discussões sobre a possível caducidade da concessão da empresa na capital e na região metropolitana — o que, segundo o sindicato, pode acarretar demissões em massa. Há duas semanas, o colegiado da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu adiar a análise do fim do contrato.
O mérito do tema – isto é, se o fim da concessão é aplicável ou não – é julgado pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira — que, nessa quarta-feira (11/3), afirmou que o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), faz “politicagem” envolvendo os problemas do fornecimento de energia na cidade.
Nunes, que sempre defendeu o fim do contrato, reagiu às declarações de Silveira.
“Me causa muita infelicidade essa pessoa [Silveira] tratar um tema tão importante dessa forma. Não é a primeira vez que ele faz isso. Em outra oportunidade, ele já havia dito que eu e o governador [Tarcísio de Freitas] poderíamos chorar, que o contrato [com a Enel] seria renovado. Acho que ele está esquecendo de ver o que é importante nesse processo, que são as pessoas que ficam sem energia”, afirmou o prefeito.
De acordo com o Sindicato dos Eletricitários, se a caducidade for aprovada sem planejamento e garantias, poderá comprometer “a continuidade e estabilidade de um serviço essencial como o fornecimento de energia elétrica”.
O Metrópoles pediu um posicionamento da prefeitura sobre a mobilização desta quinta-feira e aguarda um retorno.
Em nota, a Polícia Militar (PM) informou que acompanha a manifestação, que ocorre de forma pacífica e sem ocorrências registradas relacionadas ao evento.












