Diretora e vice obrigam aluno de 14 anos a ficar nu em escola de SP
Gestoras, que acusaram aluno de portar cigarros eletrônicos, foram desligadas de seus cargos pela Secretaria de Educação do estado
atualizado
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A diretora e a vice-diretora de uma escola de Santo André, na Região Metropolitana de São Paulo, foram desligadas de seus cargos após obrigarem um aluno de 14 anos a ficar nu. Ele havia sido acusado de portar cigarros eletrônicos, também conhecidos como vapes, mas nada foi encontrado com o jovem.
O caso ocorreu na Escola Estadual Ordânia Janone Crespo. Segundo informações da Secretaria de Educação (Seduc), as duas profissionais tiveram os cargos cessados pela Unidade Regional de Ensino (URE) de Santo André, e uma apuração preliminar foi encaminhada à Controladoria-Geral do Estado (CGE).
“A Unidade Regional de Ensino lamenta o ocorrido e está prestando apoio ao estudante e à sua família. Um profissional do Programa Psicólogos nas Escolas foi disponibilizado para atendimento ao aluno. A URE repudia toda e qualquer forma de violência e não compactua com a conduta das servidoras”, acrescenta a nota.
Procurada, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o caso está sendo apurado pelo 4° Distrito Policial de Santo André, que realiza diligências visando ao esclarecimento dos fatos e às medidas cabíveis.
Gestoras também registraram B.O.
O Metrópoles também teve acesso a um boletim de ocorrência registrado na segunda-feira (1º/6) por uma das gestoras da escola. No relato apresentado à Polícia Civil, ela reportou o “fornecimento e comércio ilegal” de vapes nas dependências da unidade escolar.
“Nos últimos quatro meses, documentamos o consumo reiterado e odores em banheiros”, diz o relato. Ela também nega “toques físicos” ou “revista manual” em alunos, afirmando que as abordagens realizadas foram “estritamente verbais e pedagógicas”.