Derrite diz que Lula “não vai comemorar” após proibir voto de presos
Segundo o deputado Guilherme Derrite, Lula é o preferido dos presos e não vai mais comemorar em 2026. Fala aconteceu em ato bolsonarista
atualizado
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O deputado federal e pré-candidato ao Senado por São Paulo, Guilherme Derrite (PP-SP), afirmou que com a inclusão da proibição ao direito a voto para presos ao Projeto de Lei Antifacção, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), “não vai comemorar mais”.
A fala aconteceu durante o ato bolsonarista “Acorda, Brasil”, realizado neste domingo (1°/3), na Avenida Paulista, região central de São Paulo. Derrite realizou um breve discurso, em que afirmou que a maioria dos presos que votaram na última eleição escolheram o petista. “Chega de bandido votar, porque a gente sabe em que eles votam”, afirmou o deputado.
O texto do PL aprovado pela Câmara dos Deputados no dia 24/2 agora segue para sanção do presidente Lula.
Ato na Paulista
Tratou-se do primeiro ato bolsonarista deste ano, com foco na redução das penas aos condenados pelo 8/1, na prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nos ataques ao governo Lula e no impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A manifestação “Acorda Brasil” foi convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e pelo pastor Silas Malafaia, e também ocorreu em outras capitais brasileiras. Em São Paulo, além de Flávio, outros dois presidenciáveis, Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), participaram do encontro.
A agenda contou com as presenças de Valdemar Costa Neto, presidente do PL; dos deputados federais Guilherme Derrite (PP-SP), Paulo Bilynskyj (PL-SP), Mário Frias (PL-SP), Rosana Valle (PL-SP), Bia Kicis (PL-DF), Marcos Pollon (PL-MS), Sóstenes Cavalcanti (PL-RJ) e dos deputados estaduais Lucas Bove (PL-SP), Coronel Telhada (PP-SP) e Valéria Bolsonaro (PL-SP), entre outros.
No páreo ao Senado
Também convidado a discursar, Mário Frias, cotado para a segunda vaga de candidato ao Senado por São Paulo, reforçou ser “radicalmente cristão”. “Muita gente diz que a gente é extremo, que a gente é radical. E a gente é radical, sim, a gente é radicalmente cristão. A gente é radicalmente temente a Deus. A gente é radicalmente patriota e radicalmente Bolsonaro”, afirmou no palanque.
Outra concorrente à mesma vaga, Rosana Valle, presidente do PL Mulher em São Paulo e nome defendido pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), fez elogios à madrinha política. “Eu quero registrar aqui e fazer uma referência especial à nossa primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que tantas e tantas vezes esteve aqui na Paulista e o seu discurso, as suas lágrimas nos emocionaram. Michelle, o povo paulista, o povo brasileiro te ama”, disse.
Na sexta-feira (27/2), Valdemar afirmou ao Metrópoles que quem decidirá o nome do partido para a disputa do Senado em São Paulo será o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Segundo ele, a tendência é que seja alguém “mais ideológico e bolsonarista”.
“O Eduardo quer participar disso também. Eu acho que nós sairíamos com uma vaga e provavelmente o Derrite com a outra. Essa é a minha opinião. Agora vai ter muita conversa pela frente. Acho que quem for o candidato do Bolsonaro ganha a eleição. Acho que ele vai pegar um camarada que tem a marca da direita. Mais ideológico, mais próximo dele, mais bolsonarista. Ele gosta disso”, disse Valdemar após evento em sua homenagem na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
O pastor Malafaia
Em um duro discurso, o pastor Silas Malafaia acusou o ministro Alexandre de Moraes de corrupção por causa do contrato de R$ 129 milhões do escritório de advocacia da mulher dele com o Banco Master.
“A mulher de Alexandre de Moraes tem um contrato de R$ 129 milhões com Banco Master para fazer o quê? Nada. Sabe o que significa isso? Corrupção deslavada. Compra do poder de Alexandre de Moraes”, disse Malafaia. “Ele [Moraes] foi comprado. Seu poder foi comprado”, completou.
Malafaia afirmou que Moraes até agora “não veio a público para dar satisfação dessa imoralidade” e disse que o STF está “desmoralizado” com o escândalo do Banco Master. “Alexandre de Moraes e Dias Toffoli tinham de estar afastados do STF. Não tem moral para julgar ninguém”.
Vários deputados estaduais e federais de São Paulo discursaram em cima do trio elétrico na Paulista para um público que segurava faixas e cartazes com os dizeres “Libertem Bolsonaro”, “Fora Moraes”, “Fora Lula” e “STF Organização Criminosa”.
Caiado e Zema
Caiado prometeu anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aos outros condenados pelos atos golpistas de 2022.
“Quero saudar o Nikolas [Ferreira], esse jovem que teve a coragem também de levantar a bandeira do Acorda Brasil e caminhar pelo país todo, mostrando a cara e a sua competência. Flávio Bolsonaro, meu amigo senador da República pré-candidato, saiba que eu, ao meu lado também o governador de Minas Gerais [Romeu Zema (Novo)], nós estamos com o mesmo objetivo, aquele que chega lá, eu já disse: o primeiro ato será anistia plena, geral e irrestrita no 1º de janeiro de 2027”, declarou Caiado.
No discurso, o governador de Goiás também destacou o “poder de mobilização” de Bolsonaro, mesmo preso.”Esse homem que conseguiu levantar o Brasil, e dizer em alto e bom som: vamos caminhar pela liberdade e a democracia plena”, afirmou.
Outro pré-candidato, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), defendeu o fim da “farra dos intocáveis”, em referência ao ministros do STF. “Estão em Brasília e se consideram acima de todas as leis, não vamos nos vergar, não vemos permitir que esses absurdos que estão acontecendo continuem”, alegou.
Eduardo exilado
Por meio de uma chamada de vídeo, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro também se pronunciou, mas defendeu o pleito do irmão. “Não é sobre partido político, nem sobre eleição. A eleição é só a ferramenta, o caminho talvez mais rápido para gente levar justiça que vai ser traduzida em anistia, se Deus quiser, com a eleição de Flávio Bolsonaro presidente e uma bancada de senadores e deputados federais fortes e valentes”, disse.
Atualmente, Eduardo está nos Estados Unidos. O filho do ex-presidente é réu no STF por coação devido à atuação contra autoridades brasileiras.






























