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São Paulo

Denúncia contra Bolsonaro amplia pressão sobre Tarcísio para 2026

Em meio à denúncia da PGR contra Bolsonaro, Tarcísio tem sido pressionado por aliados para se candidatar à Presidência ano que vem

19/02/2025 07:00
Reprodução de redes sociais
Bolsonaro e Tarcísio lado a lado

São Paulo – A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado, apresentada nesta terça-feira (18/2), amplia a pressão de aliados para que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) saia candidato à Presidência da República em 2026, e não à reeleição, como ele tem dito publicamente.

Embora o nome do governador seja ventilado para presidente desde o início do mandato – e o próprio Tarcísio negue o desejo de se candidatar a algo que não a reeleição no ano que vem –, a pressão sobre ele já tinha começado a crescer ao longo da última semana, diante da iminente denúncia contra Bolsonaro e da expressiva queda da aprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Aliados de diversos partidos têm tratado Tarcísio como presidenciável por enxergarem nele maior possibilidade de ser aceito por eleitores moderados, além do apoio dos bolsonaristas, e com chances crescentes de derrotar Lula em uma eventual disputa entre os dois.

Segundo dirigentes partidários, o governador tem negado publicamente qualquer pretensão à Presidência por lealdade a Bolsonaro, a quem não se furta a elogiar por ter sido seu padrinho político, mas tem se mantido um nome viável, nos bastidores, para caso o cenário se mostrar favorável a ele em 2026.

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O governador tem dito a secretários que o grupo deve manter o foco em entregar bons resultados em 2025 para viabilizar a reeleição em 2026. A interlocutores próximos, no entanto, já teria admitido que há um cenário no qual aceitaria se candidatar à Presidência: apenas se recebesse o aval de Bolsonaro.

O ex-presidente tem defendido, por ora, que Tarcísio dispute a reeleição. Ele busca manter seu nome nas urnas independentemente de sua inelegibilidade. Para isso, avalia apelar para um recurso utilizado por Lula em 2018 e seguir com sua candidatura até o limite do prazo de registro, deixando a disputa à Presidência para o deputado federal Eduardo Bolsonaro, o filho 03.

Além disso, Bolsonaro é um dos defensores de que Tarcísio migre para o PL, seu partido, e dispute a reeleição enquanto seu correligionário. Desta forma, a sigla garantiria não só o governo estadual, com a reeleição dada como certa pelo entorno do governador, como também uma candidatura vista como competitiva para a Presidência.

Gilberto Kassab (PSD), secretário de Governo e importante aliado na eleição de 2022, é outro contrário à ideia de que o governador dispute a Presidência. Por trás do ensejo, há o interesse de ser ele próprio o vice de Tarcísio no governo em 2026, já mirando a própria candidatura a governador em 2030.

No xadrez eleitoral para 2026, os partidos de direita trabalham com a possibilidade de uma dianteira na disputa ao governo do estado, já que a esquerda sofre com a falta de candidaturas viáveis.

Em relação à Presidência, mais do que a indefinição eleitoral em torno de Bolsonaro, a maior preocupação é se haverá algum quadro capaz de derrotar Lula caso o petista tente se reeleger.