Dengue em SP: capital investiga suspeita de 1ª morte por doença no ano
Prefeitura de São Paulo investiga se morte de homem de 76 anos foi por dengue; casos aumentaram 350% nos primeiros 30 dias deste ano

São Paulo — A Prefeitura de São Paulo investiga a morte de um homem de 76 anos na capital paulista. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, uma das possíveis causas é a dengue. Em caso de confirmação, será o primeiro registro de morte pela doença na cidade.
De acordo com a pasta, o homem foi internado, no dia 29 de janeiro, no Hospital Municipal (HM) Tide Setúbal, em São Miguel Paulista, na zona leste, onde colheu exames e realizou teste rápido — por meio do qual foi identificado o diagnóstico inicial de dengue. A data da morte não foi divulgada.
Em nota ao Metrópoles, a secretaria informou que “lamenta a perda e se solidariza com a família”.
Nos primeiros 30 dias deste ano, foram registrados 3.344 casos de dengue em São Paulo — um aumento de 350% em relação ao mesmo período do ano passado.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPEntre os bairros mais afetados, estão: Itaquera, na zona leste, com 337 casos; Jaguara, na oeste, com 203 casos; e Campo Limpo, na zona sul, com 206 casos.
Na manhã desta terça-feira (6/2), equipes da Secretaria Municipal da Saúde e da Secretaria Municipal de Segurança estiveram na Rua B. B. Varela, em Itaquera, para realizar um mapeamento da região com uso de drones.

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Frequência de envio: Diário
Ver todasDe acordo com a administração municipal, o equipamento auxilia na identificação de áreas de proliferação e possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, causador da dengue.
Além do mapeamento, a prefeitura testa o uso de drone também para aplicação de larvicida, o “fumacê”, em terrenos e imóveis abandonados. De acordo com o órgão, foi identificada a necessidade de acrescentar o uso da tecnologia ao trabalho convencional em determinados pontos da cidade, como imóveis fechados, porque o processo legal para a Vigilância Sanitária ter acesso a esses locais é “muito demorado”.
Segundo Luiz Artur Vieira Caldeira, da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), a técnica do uso do drone nas ações de combate à dengue é a mesma utilizada na área de agronomia, e a prefeitura está fazendo adaptações para o meio urbano.
“É um teste. Nas próximas semanas será concluída a fase de pesquisa e a cidade passará a ter um maior número de drones. Contaremos, no mínimo, com uma peça em cada uma das seis coordenadorias regionais de saúde para fazer parte do portfólio de combate à dengue na cidade”.
Sintomas
Os sintomas da dengue podem variar de leves a graves e geralmente aparecem de 4 a 10 dias após a picada do mosquito infectado. As manifestações clínicas incluem:
- Febre alta: a temperatura corporal pode atingir valores significativamente elevados, geralmente acompanhada de calafrios e sudorese intensa;
- Dor de cabeça intensa: a dor é geralmente localizada na região frontal, podendo se estender para os olhos;
- Dores musculares e nas articulações: sensação de desconforto e dor, muitas vezes referida como “quebra ossos”;
- Náuseas e vômitos: podem ocorrer, contribuindo para a desidratação;
- Manchas vermelhas na pele: conhecidas como petéquias, essas manchas podem aparecer em diferentes partes do corpo;
- Fadiga: uma sensação geral de fraqueza e cansaço persistente.
Tratamento
O tratamento da dengue visa aliviar os sintomas e garantir a recuperação do paciente. Algumas medidas recomendadas pelo Ministério da Saúde incluem:
- Hidratação adequada: a ingestão de líquidos é fundamental para prevenir a desidratação, especialmente durante os períodos de febre e vômitos;
- Uso de analgésicos e antitérmicos: medicamentos como paracetamol podem ser utilizados para reduzir a febre e aliviar as dores;
- Repouso: descanso é essencial para permitir que o corpo combata o vírus de maneira mais eficaz;
- Acompanhamento médico: em casos mais graves, é crucial procurar assistência médica para monitoramento e tratamento adequado;
- Evitar automedicação: o uso indiscriminado de alguns medicamentos, como anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e aspirina, pode agravar o quadro clínico, sendo contraindicado na dengue.
Prevenção
Além do tratamento, a prevenção da dengue é crucial. Medidas como eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, uso de repelentes, telas em janelas e portas, além da conscientização da população sobre a importância dessas práticas, são enfatizadas pelo Ministério da Saúde.




























