CPTM descarta sabotagem após incêndio em trem que paralisou 3 linhas
Diretor-presidente da CPTM descartou possibilidade de sabotagem em falha que paralisou Linhas 11, 12 e 13 nessa quinta (24/7)

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) descartou a possibilidade de sabotagem levantada pelo ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo e pré-candidato a deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) de que os próprios funcionários da estatal estariam envolvidos no incêndio que causou falhas nas Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade na zona leste da capital paulista nessa quinta-feira (23/7).
Durante coletiva de imprensa nesta sexta (24/7), o diretor presidente da CPTM, Michael Sotelo Cerqueira, respondeu, quando questionado sobre a publicação de Derrite nas redes sociais, que “a empresa colaborou e colabora com todas as concessões”.
“Foi assim com a transição da Linha 7-Rubi e foi assim com a transição das Linhas 11, 12 e 13. Os nossos colaboradores são extremamente profissionais e estiveram a postos com o pedido do governo de ontem. Nossa obrigação e compromisso é com a própria população, de entregar o melhor serviço. Se existe qualquer tipo de suspeita sobre a conduta, isso é um caso de polícia que deve ser verificado”, disse Michael.
Nesta sexta (24/7), a operação das linhas amanheceu normalizada. Por determinação do governo paulista, a administração das linhas voltou a ser responsabilidade da CPTM após as falhas registradas. Segundo a Trivia, concessionária que geria as linhas quando o incêndio aconteceu, houve “falha na composição de um trem da Linha 12-Safira”.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPFalha afetou circulação de três linhas
A Trivia afirmou em nota que interrompeu a circulação de trens para priorizar a segurança dos passageiros e a regularização do sistema, o que aconteceu por volta das 13h. Nas linhas 11 e 13, a situação foi normalizada às 10h30. A falha mencionada pela concessionária foi um incêndio que atingiu um dos vagões da Linha 12.
Passageiros registraram, de dentro do trem, o momento em que faíscas começaram a cair sobre a composição e iniciaram as chamas. O trem parou de circular e os passageiros tiveram que andar pelos trilhos na escuridão, por mais de meia hora, até a estação mais próxima. A principal suspeita é de que tenha ocorrido um curto-circuito que deu início ao incêndio, mas a informação ainda não foi prontamente esclarecida.
Artesp vai investigar
A Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a CPTM volte a operar as linhas afetadas pela ocorrência de quinta-feira por até 90 dias conjunto com a Trivia Trens após três dias seguidos de falhas, para assegurar a prestação do serviço de qualidade à população. A informação foi antecipada ao Metrópoles por André Insper, diretor-presidente da Artesp, e confirmada na coletiva desta sexta.
Além disso, a Artesp informou que vai instaurar um procedimento para investigar as causas da ocorrência e a responsabilidade da concessionária pelas falhas registradas na prestação do serviço. Em nota, a Trivia destacou que “sempre cumpriu todas as suas obrigações contratuais em todas as fases de transição dos serviços concedidos até a presente data, de forma estruturada, transparente e cooperativa”.
Pouco tempo de administração, muitas falhas
A concessionária Trivia Trens assumiu a administração das Linhas 11, 12 e 13 na última terça-feira (21/7), prometendo ampliar a capacidade operacional da rede e realizar melhorias de infraestrutura, com a construção de novas estações.
Porém, ao menos sete falhas de serviço foram registradas somente nos primeiros dois dias de gestão. O primeiro problema aconteceu no primeiro dia de administração em duas estações que anteriormente eram operadas pela CPTM.

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Ver todasNa quarta-feira (22/7), a estação Brás da Linha 12-Safira estava com funcionamento reduzido e, segundo internautas, chegou a ficar 20 minutos sem trem. Por conta disso, houve superlotação da plataforma e filas. A estação Barra Funda, da Linha 11-Coral também registrou funcionamento reduzido e uma das composições precisou ser esvaziada.




























