Conselho de Ética deve analisar deputada que fez blackface na Alesp

Deputada Fabiana Bolsonaro (PL) pintou rosto de marrom em discurso para criticar Erika Hilton nessa quarta-feira (18/3)

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução Alesp
conse
1 de 1 conse - Foto: Reprodução Alesp

Parlamentares de esquerda de São Paulo protocolaram uma representação no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) após o discurso da deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) durante uma sessão nessa quarta-feira (18/3), quando ela pintou o rosto e parte do corpo de marrom, prática conhecida como blackface, como crítica à deputada federal Erika Hilton (PSol).

O Conselho de Ética poderá analisar a conduta de Fabiana (foto de destaque) por possível quebra de decoro e as punições podem levar à perda de mandato. Em suas falas, a parlamentar se posicionou contra a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados, em Brasília.

“A gente viu agora essa semana, na comissão federal, lá em Brasília, que uma mulher trans, Erika Hilton, foi colocada como presidente da Comissão da Mulher. E isso me entristece muito. Não porque ela, uma trans, está como presidente, mas porque está tirando o espaço de fala de uma mulher”, disse.

Na representação, os parlamentares afirmaram que a conduta indica prática discriminatória, configurando racismo e transfobia. Para Beth Sahão (PT), não há dúvidas sobre a gravidade do comportamento de Fabiana. “Ela destilou todo seu racismo e sua transfobia durante sua fala, e ambas as atitudes configuram crimes. Seja a transfobia, que já foi tipificada como crime pelo Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2019, seja o racismo, que toda a sociedade sabe que é crime.”

Prática de blackface

O ato de uma pessoa não negra pintar o rosto ou corpo com tinta escura para simular ou representar uma pessoa negra, de forma caricata e estereotipada, é considerado racismo, crime no Brasil tipificado pela Lei nº 7.716/1989.

Eleição de Erika Hilton

A deputada federal Erika Hilton (PSol) foi eleita no dia 11 de março para presidir o colegiado da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Ela é a primeira mulher trans a ocupar o cargo e foi eleita com 11 votos.

Dentre suas propostas, a parlamentar, que também foi a primeira mulher negra e trans a se eleger na Casa, afirmou que pretende acelerar a tramitação de projetos voltados à proteção das mulheres e impedir a disseminação de discursos “red pill” — que pregam o ódio às mulheres, consideradas manipuladoras e interesseiras.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSão Paulo

Você quer ficar por dentro das notícias de São Paulo e receber notificações em tempo real?