Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
São Paulo

Unicamp tem tumulto após ação do MBL para remover pinturas no campus.

Integrantes do MBL entraram no campus da Unicamp com tinta branca para cobrir frases e pinturas na parede da biblioteca do campus

24/02/2026 22:24, atualizado 24/02/2026 22:30
Reprodução / Redes Sociais
Unicamp tem tumulto após ação do MBL para remover pinturas no campus

Integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) se envolveram em uma confusão com estudantes nesta segunda-feira (23/2), dentro do campus da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo. Segundo a universidade, o grupo entrou no local com a intenção de cobrir pinturas feitas nas paredes da biblioteca. Veja vídeo:

Nas imagens que circulam nas redes sociais, integrantes do MBL aparecem chegando no campus com tinta branca. A intenção de cobrir desenhos e frases pintadas na parede da biblioteca do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Ao perceberem a ação, estudantes tentaram impedir a intervenção, o que deu início a um tumulto.

Segundo relatos, a situação gerou momentos de tensão e terminou em empurrões, discussões e confronto físico entre integrantes do grupo e alunos. Parte da ação foi registrada em vídeo e compartilhada nas redes sociais.

Em nota, a Unicamp classificou o episódio como uma invasão e um ato de intimidação. A universidade afirmou que a entrada de pessoas externas para realizar intervenções, filmagens não autorizadas e confrontos representa uma afronta à autonomia universitária e à segurança da comunidade acadêmica.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP

Em publicação nas redes sociais, o Movimento Brasil Livre afirmou que a ação teve como objetivo remover as pinturas das paredes da biblioteca da Unicamp. Segundo o grupo, integrantes foram ao local para “limpar” o que classificaram como “porquice” e alegaram que houve reação de estudantes.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Na postagem, o movimento afirma que “militantes de esquerda vieram, com agressividade, nos agredir verbal e fisicamente” e acusa os alunos de não aceitarem opiniões divergentes e de “destruírem patrimônio público”.

“Temos vários caso de alunos ou convidados de direita que, ao tentarem se expressar ou emitir opinião na Unicamp foram silenciados, agredidos ou roubados. A Universidade fala em democracia apenas na retórica, na prática protege um lado apenas e defende indiretamente a violência contra o outro lado”, declarou Matheus Pereira, membro do MBL.

A Unicamp reforçou que o campus é um espaço de pluralidade e debate e declarou que não aceitará ações que busquem impor posições por meio de coerção ou violência. Informou ainda que adotará medidas administrativas e jurídicas para identificar os envolvidos e responsabilizá-los pelos atos.