Unicamp tem tumulto após ação do MBL para remover pinturas no campus. Veja vídeo
Integrantes do MBL entraram no campus da Unicamp com tinta branca para cobrir frases e pinturas na parede da biblioteca do campus
atualizado
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Integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) se envolveram em uma confusão com estudantes nesta segunda-feira (23/2), dentro do campus da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo. Segundo a universidade, o grupo entrou no local com a intenção de cobrir pinturas feitas nas paredes da biblioteca. Veja vídeo:
Nas imagens que circulam nas redes sociais, integrantes do MBL aparecem chegando no campus com tinta branca. A intenção de cobrir desenhos e frases pintadas na parede da biblioteca do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Ao perceberem a ação, estudantes tentaram impedir a intervenção, o que deu início a um tumulto.
Segundo relatos, a situação gerou momentos de tensão e terminou em empurrões, discussões e confronto físico entre integrantes do grupo e alunos. Parte da ação foi registrada em vídeo e compartilhada nas redes sociais.
Em nota, a Unicamp classificou o episódio como uma invasão e um ato de intimidação. A universidade afirmou que a entrada de pessoas externas para realizar intervenções, filmagens não autorizadas e confrontos representa uma afronta à autonomia universitária e à segurança da comunidade acadêmica.
Em publicação nas redes sociais, o Movimento Brasil Livre afirmou que a ação teve como objetivo remover as pinturas das paredes da biblioteca da Unicamp. Segundo o grupo, integrantes foram ao local para “limpar” o que classificaram como “porquice” e alegaram que houve reação de estudantes.
Na postagem, o movimento afirma que “militantes de esquerda vieram, com agressividade, nos agredir verbal e fisicamente” e acusa os alunos de não aceitarem opiniões divergentes e de “destruírem patrimônio público”.
“Temos vários caso de alunos ou convidados de direita que, ao tentarem se expressar ou emitir opinião na Unicamp foram silenciados, agredidos ou roubados. A Universidade fala em democracia apenas na retórica, na prática protege um lado apenas e defende indiretamente a violência contra o outro lado”, declarou Matheus Pereira, membro do MBL.
A Unicamp reforçou que o campus é um espaço de pluralidade e debate e declarou que não aceitará ações que busquem impor posições por meio de coerção ou violência. Informou ainda que adotará medidas administrativas e jurídicas para identificar os envolvidos e responsabilizá-los pelos atos.
