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São Paulo

Condephaat aprova revisão que abre margem para condomínios nos Jardins

Revisão de tombamento autoriza que lotes sejam ocupados por mais de uma família. Regra anterior exigia terrenos unifamiliares

16/12/2024 15:11, atualizado 16/12/2024 15:46
William Cardoso/Metrópoles
Imagem mostra vista panorâmica dos Jardins, a partir do Itaim Bibi. Moradores da região tem maior expectativa de vida e podem ter benefícios na hora de pagar o IPTU- Metrópoles

São Paulo – O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) aprovou, nesta segunda-feira (16/12), a revisão do tombamento dos Jardins, conjunto de bairros nobres na zona oeste de São Paulo.

A mudança autoriza que os terrenos dos Jardins América, Europa, Paulista e Paulistano sejam ocupados por mais de uma família e abre margem para a construção de condomínios residenciais horizontais dentro dos lotes. Pelas regras anteriores, os terrenos poderiam receber apenas uma família, os chamados lotes unifamiliares.

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A decisão desta segunda também autoriza outras mudanças na região, como o rebaixamento de solo e a compensação de árvores removidas. As regras sobre a altura das construções, os recuos nos lotes e a área de jardinagem obrigatória foram mantidas.

A revisão do tombamento ainda precisa ser homologada pela Secretaria Estadual da Cultura. Em nota ao Metrópoles, a pasta afirma que as mudanças terão efeito imediato após a publicação no Diário Oficial. “É importante esclarecer que esta revisão não permite a construção de prédios”, diz, ainda, a nota.

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Mansões e áreas verdes

Os quatro bairros conhecidos como “Jardins” são famosos por suas mansões e pela extensa cobertura vegetal da região. O conjunto é tombado pelo órgão patrimônio histórico desde 1986.

Na época, a resolução que aprovou o tombamento considerou que o local apresentava “inestimável valor ambiental, paisagístico, histórico e turístico”.

Em 2022, o Condephaat criou um grupo de trabalho para debater as mudanças no tombamento da área e unificar as regras sobre a região que estavam divididas em três resoluções diferentes. A revisão, no entanto, encontrou resistência entre parte dos moradores.

Para a AME Jardins, associação de moradores do bairro, por exemplo, a revisão das regras terá efeitos negativos sobre a preservação do meio ambiente, além de impactar o trânsito do local.