Como entrada do MDB na vice impacta candidatura e sucessão de Tarcísio

Entrada do MDB na chapa de Tarcísio de Freitas, com a transferência de Ramuth, traz reflexos no xadrez eleitoral e na sucessão de Tarcísio

atualizado

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Tarcísio Felício Ramuth
1 de 1 Tarcísio Felício Ramuth - Foto: Reprodução

A entrada do MDB na vice da chapa de reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo tem impactos não só na campanha deste ano, mas também na sucessão estadual de 2030.

A transferência do atual vice-governador, Felício Ramuth, do PSD para o MDB, foi articulada pessoalmente por Tarcísio. O objetivo é assegurar a permanência de Ramuth na chapa, sem que isso signifique um rompimento com Gilberto Kassab, presidente do PSD.

Isso porque, segundo aliados, Kassab teria ameaçado não oferecer a legenda para Ramuth concorrer ao posto de vice novamente, almejado pelo próprio dirigente partidário, mas sem anuência de Tarcísio.

Segundo um aliado próximo a Tarcísio, como a campanha à reeleição do governador não poderia correr o risco de perder apoio do PSD, o movimento foi de Felício se abrigar no MDB após atuação de Tarcísio, num ato de contenção de danos para ambos os lados.

O partido já havia manifestado o desejo de compor a chapa em reunião de Tarcísio com o presidente nacional da sigla, Baleia Rossi (SP).

MDB no jogo

Segundo aliados de Tarcísio, o MDB seria ainda um partido que ofereceria mais “segurança” ao governador. O primeiro ponto seria a certeza de que a legenda irá homologar o nome de Felício como o vice da chapa, o que o PSD não garantiria ao governador.

Outro elemento citado é que, embora menor que o PSD em número de prefeituras no estado, o MDB conferiria uma base mais estável a Tarcísio. O partido tem a máquina da Prefeitura de São Paulo e o governador tem uma relação de proximidade e confiança com o prefeito Ricardo Nunes, que contou com grande ajuda de Tarcísio na sua reeleição, e com Baleia. Já Kassab, na avaliação de políticos de diferentes partidos, atuaria pensando primeiro no PSD e nos seus projetos pessoais.

As prefeituras do PSD seriam ainda, de acordo com outro aliado, menos consolidadas que as do MDB, apesar de o partido de Kassab hoje administrar um número expressivo de municípios, com novos prefeitos.

Até recentemente à frente da pasta responsável pela articulação de emendas e convênios com os municípios, Kassab é acusado por desafetos de ter usado o cargo para aumentar as fileiras do próprio partido, com base em promessas de recursos.

Por fim, o entorno de Tarcísio ainda aponta que sua aliança com o MDB dificultaria a liberação de alianças de quadros em outros estados com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista chegou a especular a entrega da vice na chapa presidencial ao MDB, que conta com integrantes nos ministérios, como Jader Filho (Cidades) e Renan Filho (Transportes).

De olho em 2030

Já interlocutores de Kassab avaliam que a postura do presidente do PSD em não aceitar Ramuth como vice de Tarcísio, pelo segundo mandato seguido, teria a ver com a sucessão em 2030, uma vez que o vice-governador poderá concorrer à reeleição, sentado na cadeira e, portanto, com a máquina na mão.

Com isso, o dirigente do PSD poderia perder o protagonismo no partido no estado. Estaria, assim,”jogando na segurança”.

Já o grupo político do prefeito tenta minimizar o impacto da chegada de Ramuth nos planos de Nunes, que também mira na sucessão de Tarcísio em 2030. Inicialmente, o movimento não teria agradado a Nunes, que chegou a defender outros nomes do PSD para a vice, como Guilherme Afif Domingos e Alda Marco Antonio.

Como restaram poucas opções de destino para Ramuth dentro do grupo de partidos no entorno de Tarcísio, o MDB se mostrou a melhor saída. Nunes e Ramuth conversaram antes do anúncio oficial e dizem que estão alinhados.

A aposta dos aliados do prefeito é de que Felício, de perfil conciliador, poderia apoiar Nunes ao governo estadual em 2030.

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