Caso Thawanna: Polícia Civil faz reconstituição do crime na zona leste
O companheiro de Thawanna da Silva Salmázio, Luciano Gonçalves dos Santos, participou do procedimento realizado na manhã desta quarta (15/4)
atualizado
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A Polícia Civil realizou nesta quarta-feira (15/4) a reconstituição da morte de Thawanna da Silva Salmázio em Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo. O companheiro de Thawanna, Luciano Gonçalves dos Santos, participou do procedimento policial descrevendo como foi o momento em que os dois foram abordados pelos policiais. Ao Metrópoles, Luciano afirmou que a reconstituição durou cerca de quatro horas e meia.
O caso aconteceu no último dia 3 de abril, Thawanna e Luciano caminhavam pela rua Edimundo Audran quando uma viatura policial passou em alta velocidade e o retrovisor esbarrou no braço de Luciano. Thawanna se envolveu em uma discussão com a Policial Militar (PM) Yasmin Ferreira, que disparou contra ela. Yasmin não usava bodycam no momento da ocorrência.
A câmera corporal de outro PM envolvido na abordagem registrou a dinâmica da ocorrência que acabou na morte de Thawanna. Após a ocorrência, a Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar o companheiro dela, por oferecer resistência, enquanto que a policial que atirou contra Thawanna constava como vítima.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) informou que irá investigar a morte. A policial está afastada do serviço, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP). Yasmin é alvo de um inquérito conduzido pela Polícia Militar e outro pela Polícia Civil.
Possível omissão de socorro
De acordo com o laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML), Thawanna morreu de hemorragia interna aguda. A Ouvidoria da Polícia Militar (PM) recomendou à Corregedoria que uma possível omissão e atraso em socorro sejam investigadas.
Thawanna chegou a ser socorrida no Hospital Tiradentes, mas não resistiu aos ferimentos. Ela aguardou cerca de 30 minutos pelo resgate depois do disparo feito pela agente Yasmin Ferreira Cursino, da Polícia Militar. O Corpo de Bombeiros informou apurar a demora no atendimento.
A vítima estava na rua Edimundo Audran, quando foi atingida. Segundo ferramentas de GPS, o local fica apenas a 3,8 km de distância do hospital em que ela foi socorrida. O tempo de deslocamento até a unidade varia entre oito e 12 minutos, considerando o horário em que o disparo foi efetuado (3h da manhã).




















