Caso Porsche: tio e namorada vão testemunhar contra Fernando Sastre em júri
Fernando Sastre conduzia um Porsche 911 em São Paulo quando atingiu e matou o motorista Ornaldo da Silva Viana em 2024

São Paulo — O julgamento do empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, que matou um motorista de aplicativo enquanto dirigia um Porsche em alta velocidade em 2024, terá um tio e a namorada do réu entre as testemunhas de acusação. As oitivas estão marcadas para esta quarta-feira (28/10) e o julgamento deve continuar por mais um dia.
Fernando Sastre conduzia um Porsche 911 quando atingiu a traseira de um Sandero branco dirigido pelo motorista de app Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, no dia 31 de março de 2024. Ornaldo foi levado ao Hospital Municipal do Tatuapé, onde sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu. A causa da morte foi registrada como traumatismos múltiplos. Apesar dos sinais de embriaguez, Fernando Sastre não passou por teste de bafômetro.
Giovanna Pinheiro Silva namorava o empresário na época da batida e estava ao lado dele no ocorrido. Durante as audiências de instrução, ela negou que Fernando houvesse consumido bebidas alcoólicas e se contradisse ao comentar a conduta da sogra, que retirou Fernando do local logo depois do acidente. No julgamento desta quarta-feira (28/10), ela aparece entre as testemunhas de acusação.
Já o tio Marcelo Sastre Andrade, que também está na lista, teria ido até o local do acidente acompanhado da mãe do empresário. Segundo relatos na época, a mulher teria retirado garrafas de bebida alcoólica do carro de Fernando e colocado no carro de Marcelo.
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- Na madrugada de 31 de março de 2024, Fernando Sastre, então com 24 anos, dirigia um Porsche 911 pela Avenida Salim Farah Maluf, na zona leste de São Paulo.
- Segundo testemunhas, o empresário tentou fazer uma ultrapassagem em alta velocidade e bateu na traseira de um Renault Sandero.
- O Sandero era dirigido por Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, que trabalhava como motorista de aplicativo. Ele ficou gravemente ferido após a batida.
- Ornaldo foi levado ao Hospital Municipal do Tatuapé, onde sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu. A causa da morte foi registrada como traumatismos múltiplos.
- Após a batida, Fernando deixou o local do acidente. O caso foi investigado pela polícia e, posteriormente, o empresário se tornou réu.
- Fernando está preso desde maio de 2024.
Já a lista de testemunhas de defesa tem, entre outros nomes, o da policial militar Daisy Aparecida Cardoso Romão, que liberou o dono do Porsche da cena do acidente sem realização do teste do bafômetro.
Conforme publicado pelo Metrópoloes, Daisy e outro PM que atendeu a ocorrência se tornaram réus pelo crime de inobservância de lei. Segundo a denúncia, eles não adotaram os procedimentos adequados após o acidente.
Homicídio
Fernando Sastre Filho é réu por homicídio qualificado e lesão corporal gravíssima. Além da morte de Ornaldo, outra vítima do acidente foi o estudante Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava de carona no Porsche. Marcus fraturou quatro costelas, precisou ser hospitalizado e perdeu o baço. Ele foi internado, em decorrência do acidente, duas vezes.
Mesmo com sinais de embriaguez, Fernando Sastre Filho recebeu permissão dos PMs que atenderam à ocorrência para ir embora, sem fazer o teste do bafômetro. Os agentes responsáveis pela liberação indevida também foram alvo de investigação.
Como publicado pelo Metrópoles, a câmera corporal da PM Dayse Aparecida Cardoso Romão mostra que ela explica, ao telefone, os motivos para liberar, sem escolta, o empresário, logo após ele provocar o acidente fatal (assista abaixo).
As imagens das câmeras corporais dos PMs que atenderam à ocorrência mostram o momento em que Fernando Sastre é liberado do local do acidente, junto da mãe, sob a justificativa de que iria procurar atendimento médico, o que não aconteceu.
Investigação
Laudo do Instituto de Criminalística apontou que a velocidade média do Porsche era de 156 km/h. Quando se apresentou à polícia, contudo, mais de 36 horas após o acidente, o empresário disse que estava “um pouco acima da velocidade máxima permitida”, que é de 50 km/h.
À polícia, o amigo que estava no Porsche disse que Fernando Filho havia ingerido bebida alcoólica antes, contrariando o depoimento do empresário.

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Ver todasAntes do acidente, os amigos e suas respectivas namoradas foram a um restaurante, onde o grupo consumiu nove drinques, e depois a uma casa de pôquer, que funciona no sistema open bar.
A defesa de Fernando Sastre não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.

















