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São Paulo

Caso Porsche: tio e namorada vão testemunhar contra Fernando Sastre em júri

Fernando Sastre conduzia um Porsche 911 em São Paulo quando atingiu e matou o motorista Ornaldo da Silva Viana em 2024

28/10/2026 10:33
Reprodução/PMSP
Imagem colorida de homem branco, ao lado de mulher branca de óculos, ambos com camiseta branda ao lado de PM na rua - Metrópoles

São Paulo — O julgamento do empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, que matou um motorista de aplicativo enquanto dirigia um Porsche em alta velocidade em 2024, terá um tio e a namorada do réu entre as testemunhas de acusação. As oitivas estão marcadas para esta quarta-feira (28/10) e o julgamento deve continuar por mais um dia.

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Fernando Sastre de Andrade Filho, acusado de homicídio após provocar um acidente com seu Porsche em alta velocidade
O empresário Fernando Sastre Filho, 24 anos, durante entrevista ao Fantástico, da TV Globo
Empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, o "motorista do Porsche" em foto no sistema prisional. Ele pode ter a história contada na 2ª temporada de Tremembé
Empresário Fernando Sastre de Andrade Filho sai do 30º DP pela porta da frente
Acompanhado da mãe, Fernando Sastre de Andrade Filho se apresentou à delegacia em 1º de abril de 2024
Motorista do Porsche esteve na unidade policial para prestar depoimento
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Motorista do Porsche esteve na unidade policial para prestar depoimento

Reprodução
Fernando Sastre de Andrade Filho, acusado de homicídio após provocar um acidente com seu Porsche em alta velocidade
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Fernando Sastre de Andrade Filho, acusado de homicídio após provocar um acidente com seu Porsche em alta velocidade

Reprodução
O empresário Fernando Sastre Filho, 24 anos, durante entrevista ao Fantástico, da TV Globo
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O empresário Fernando Sastre Filho, 24 anos, durante entrevista ao Fantástico, da TV Globo

Reprodução/TV Globo
Empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, o "motorista do Porsche" em foto no sistema prisional. Ele pode ter a história contada na 2ª temporada de Tremembé
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Empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, o "motorista do Porsche" em foto no sistema prisional. Ele pode ter a história contada na 2ª temporada de Tremembé

Reprodução/SAP
Empresário Fernando Sastre de Andrade Filho sai do 30º DP pela porta da frente
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Empresário Fernando Sastre de Andrade Filho sai do 30º DP pela porta da frente

Felipe Resk/Metrópoles
Acompanhado da mãe, Fernando Sastre de Andrade Filho se apresentou à delegacia em 1º de abril de 2024
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Acompanhado da mãe, Fernando Sastre de Andrade Filho se apresentou à delegacia em 1º de abril de 2024

Reprodução
Fernando Sastre de Andrade Filho estava desaparecido
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Fernando Sastre de Andrade Filho estava desaparecido

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Dianteira de carro de luxo ficou completamente destruída
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Dianteira de carro de luxo ficou completamente destruída

Divulgação/Polícia Civil
Asfalto ficou com marcas de pneus após acidente, ocorrido em alta velocidade
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Asfalto ficou com marcas de pneus após acidente, ocorrido em alta velocidade

Divulgação/Polícia Civil
Carro da vítima teve a traseira destruída
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Carro da vítima teve a traseira destruída

Divulgação/Polícia Civil
Motorista do Renault Sandero morreu durante atendimento hospitalar
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Motorista do Renault Sandero morreu durante atendimento hospitalar

Divulgação/Polícia Civil

Fernando Sastre conduzia um Porsche 911 quando atingiu a traseira de um Sandero branco dirigido pelo motorista de app Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, no dia 31 de março de 2024. Ornaldo foi levado ao Hospital Municipal do Tatuapé, onde sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu. A causa da morte foi registrada como traumatismos múltiplos. Apesar dos sinais de embriaguez, Fernando Sastre não passou por teste de bafômetro.

Giovanna Pinheiro Silva namorava o empresário na época da batida e estava ao lado dele no ocorrido. Durante as audiências de instrução, ela negou que Fernando houvesse consumido bebidas alcoólicas e se contradisse ao comentar a conduta da sogra, que retirou Fernando do local logo depois do acidente. No julgamento desta quarta-feira (28/10), ela aparece entre as testemunhas de acusação.

Já o tio Marcelo Sastre Andrade, que também está na lista, teria ido até o local do acidente acompanhado da mãe do empresário. Segundo relatos na época, a mulher teria retirado garrafas de bebida alcoólica do carro de Fernando e colocado no carro de Marcelo.

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Acidente com Porsche

  • Na madrugada de 31 de março de 2024, Fernando Sastre, então com 24 anos, dirigia um Porsche 911 pela Avenida Salim Farah Maluf, na zona leste de São Paulo.
  • Segundo testemunhas, o empresário tentou fazer uma ultrapassagem em alta velocidade e bateu na traseira de um Renault Sandero.
  • O Sandero era dirigido por Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, que trabalhava como motorista de aplicativo. Ele ficou gravemente ferido após a batida.
  • Ornaldo foi levado ao Hospital Municipal do Tatuapé, onde sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu. A causa da morte foi registrada como traumatismos múltiplos.
  • Após a batida, Fernando deixou o local do acidente. O caso foi investigado pela polícia e, posteriormente, o empresário se tornou réu.
  • Fernando está preso desde maio de 2024.

Já a lista de testemunhas de defesa tem, entre outros nomes, o da policial militar Daisy Aparecida Cardoso Romão, que liberou o dono do Porsche da cena do acidente sem realização do teste do bafômetro.

Conforme publicado pelo Metrópoloes, Daisy e outro PM que atendeu a ocorrência se tornaram réus pelo crime de inobservância de lei. Segundo a denúncia, eles não adotaram os procedimentos adequados após o acidente.

Homicídio

Fernando Sastre Filho é réu por homicídio qualificado e lesão corporal gravíssima. Além da morte de Ornaldo, outra vítima do acidente foi o estudante Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava de carona no Porsche. Marcus fraturou quatro costelas, precisou ser hospitalizado e perdeu o baço. Ele foi internado, em decorrência do acidente, duas vezes.

Mesmo com sinais de embriaguez, Fernando Sastre Filho recebeu permissão dos PMs que atenderam à ocorrência para ir embora, sem fazer o teste do bafômetro. Os agentes responsáveis pela liberação indevida também foram alvo de investigação.

Como publicado pelo Metrópoles, a câmera corporal da PM Dayse Aparecida Cardoso Romão mostra que ela explica, ao telefone, os motivos para liberar, sem escolta, o empresário, logo após ele provocar o acidente fatal (assista abaixo).

As imagens das câmeras corporais dos PMs que atenderam à ocorrência mostram o momento em que Fernando Sastre é liberado do local do acidente, junto da mãe, sob a justificativa de que iria procurar atendimento médico, o que não aconteceu.

Investigação

Laudo do Instituto de Criminalística apontou que a velocidade média do Porsche era de 156 km/h. Quando se apresentou à polícia, contudo, mais de 36 horas após o acidente, o empresário disse que estava “um pouco acima da velocidade máxima permitida”, que é de 50 km/h.

À polícia, o amigo que estava no Porsche disse que Fernando Filho havia ingerido bebida alcoólica antes, contrariando o depoimento do empresário.

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Antes do acidente, os amigos e suas respectivas namoradas foram a um restaurante, onde o grupo consumiu nove drinques, e depois a uma casa de pôquer, que funciona no sistema open bar.

A defesa de Fernando Sastre não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.