Caso Porsche: Justiça nega novo pedido de liberdade de empresário
Fernando Sastre dirigia um Porsche quando bateu na traseira de um Sandero, causando a morte do motorista de aplicativo Ornaldo em 2024

A Justiça de São Paulo negou, nesta quarta-feira (2/9), mais um pedido de liberdade de Fernando Sastre de Andrade Filho, empresário conhecido como “Playboy do Porsche” que responde pela morte de um motorista de aplicativo em um acidente ocorrido em março de 2024. Ele continua preso preventivamente enquanto aguarda o julgamento pelo Tribunal do Júri.
Na decisão, a Justiça afirmou que não houve mudança nas circunstâncias que levaram à prisão preventiva e, por isso, decidiu manter Fernando Sastre na cadeia.
A decisão também determina que a situação da prisão seja novamente analisada em até 85 dias, caso o julgamento ainda não tenha acontecido. Essa revisão é uma exigência prevista no Código de Processo Penal para que a Justiça reavalie periodicamente a necessidade de manter alguém preso preventivamente.
Acidente com Porsche
- Na madrugada de 31 de março de 2024, Fernando Sastre, então com 24 anos, dirigia um Porsche 911 pela Avenida Salim Farah Maluf, na zona leste de São Paulo.
- Segundo testemunhas, o empresário tentou fazer uma ultrapassagem em alta velocidade e bateu na traseira de um Renault Sandero.
- O Sandero era dirigido por Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, que trabalhava como motorista de aplicativo. Ele ficou gravemente ferido após a batida.
- Ornaldo foi levado ao Hospital Municipal do Tatuapé, onde sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu. A causa da morte foi registrada como traumatismos múltiplos.
- Após a batida, Fernando deixou o local do acidente. O caso foi investigado pela polícia e, posteriormente, o empresário se tornou réu.
Homicídio
Fernando Sastre Filho é réu por homicídio qualificado e lesão corporal gravíssima. Além da morte de Ornaldo, outra vítima do acidente foi o estudante Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava de carona no Porsche. Marcus fraturou quatro costelas, precisou ser hospitalizado e perdeu o baço. Ele foi internado, em decorrência do acidente, duas vezes.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPMesmo com sinais de embriaguez, Fernando Sastre Filho recebeu permissão dos PMs que atenderam à ocorrência para ir embora, sem fazer o teste do bafômetro. Os agentes responsáveis pela liberação indevida também foram alvo de investigação.
Como publicado pelo Metrópoles, a câmera corporal da PM Dayse Aparecida Cardoso Romão mostra que ela explica, ao telefone, os motivos para liberar, sem escolta, o empresário, logo após ele provocar o acidente fatal (assista abaixo).
As imagens das câmeras corporais dos PMs que atenderam à ocorrência mostram o momento em que Fernando Sastre é liberado do local do acidente, junto da mãe, sob a justificativa de que iria procurar atendimento médico, o que não aconteceu.

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Laudo do Instituto de Criminalística apontou que a velocidade média do Porsche era de 156 km/h. Quando se apresentou à polícia, contudo, mais de 36 horas após o acidente, o empresário disse que estava “um pouco acima da velocidade máxima permitida”, que é de 50 km/h.
À polícia, o amigo que estava no Porsche disse que Fernando Filho havia ingerido bebida alcoólica antes, contrariando o depoimento do empresário.
Antes do acidente, os amigos e suas respectivas namoradas foram a um restaurante, onde o grupo consumiu nove drinques, e depois a uma casa de pôquer, que funciona no sistema open bar.
A defesa de Fernando Sastre não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.




















