Júri de empresário que matou motorista de app com Porshe é agendado

Fernando Sastre se entregou à polícia três dias após colidir carro de luxo que dirigia, em alta velocidade, contra veículo da vítima

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Duas fotos de mesmo homem, de frente e de lado, com os cabelos desgrenhados e camiseta branca em frente a régua medidora de altura no sistema carcerário - Metrópoles
1 de 1 Duas fotos de mesmo homem, de frente e de lado, com os cabelos desgrenhados e camiseta branca em frente a régua medidora de altura no sistema carcerário - Metrópoles - Foto: Reprodução/SAP

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) agendou para 29 de outubro o júri popular do empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, que segue atrás das grades após matar o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, em 31 de março de 2024, no Tatuapé, zona leste da capital paulista.

Denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP) afirma que Sastre assumiu o risco de produzir “o resultado morte” da vítima por guiar, em altíssima velocidade, um Porsche pela Avenida Salim Farah Maluf, por volta das 2h25.

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Fernando Sastre de Andrade Filho, acusado de homicídio após provocar um acidente com seu Porsche em alta velocidade
O empresário Fernando Sastre Filho, 24 anos, durante entrevista ao Fantástico, da TV Globo
Empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, o "motorista do Porsche" em foto no sistema prisional. Ele pode ter a história contada na 2ª temporada de Tremembé
Empresário Fernando Sastre de Andrade Filho sai do 30º DP pela porta da frente
Acompanhado da mãe, Fernando Sastre de Andrade Filho se apresentou à delegacia em 1º de abril de 2024
Motorista do Porsche esteve na unidade policial para prestar depoimento
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Motorista do Porsche esteve na unidade policial para prestar depoimento

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Fernando Sastre de Andrade Filho, acusado de homicídio após provocar um acidente com seu Porsche em alta velocidade
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Fernando Sastre de Andrade Filho, acusado de homicídio após provocar um acidente com seu Porsche em alta velocidade

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O empresário Fernando Sastre Filho, 24 anos, durante entrevista ao Fantástico, da TV Globo
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O empresário Fernando Sastre Filho, 24 anos, durante entrevista ao Fantástico, da TV Globo

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Empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, o "motorista do Porsche" em foto no sistema prisional. Ele pode ter a história contada na 2ª temporada de Tremembé
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Empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, o "motorista do Porsche" em foto no sistema prisional. Ele pode ter a história contada na 2ª temporada de Tremembé

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Empresário Fernando Sastre de Andrade Filho sai do 30º DP pela porta da frente
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Empresário Fernando Sastre de Andrade Filho sai do 30º DP pela porta da frente

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Acompanhado da mãe, Fernando Sastre de Andrade Filho se apresentou à delegacia em 1º de abril de 2024
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Acompanhado da mãe, Fernando Sastre de Andrade Filho se apresentou à delegacia em 1º de abril de 2024

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Fernando Sastre de Andrade Filho estava desaparecido
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Fernando Sastre de Andrade Filho estava desaparecido

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Dianteira de carro de luxo ficou completamente destruída
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Dianteira de carro de luxo ficou completamente destruída

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Asfalto ficou com marcas de pneus após acidente, ocorrido em alta velocidade
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Asfalto ficou com marcas de pneus após acidente, ocorrido em alta velocidade

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Carro da vítima teve a traseira destruída
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Carro da vítima teve a traseira destruída

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Motorista do Renault Sandero morreu durante atendimento hospitalar
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Motorista do Renault Sandero morreu durante atendimento hospitalar

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Além de Ornaldo, que trabalhava no momento do acidente, um amigo de Sastre, que na ocasião ocupava o banco do passageiro do carro de luxo ficou gravemente ferido após a colisão.

O réu será julgado pelo homicídio qualificado do motorista de app e pela lesão corporal grave do amigo. A defesa dele tentou impedir a realização do júri popular, entrando com recursos em tribunais superiores, mas sem sucesso.

Embriaguez ao volante

O empresário é acusado de dirigir embriagado seu Porsche, avaliado em mais de R$ 1 milhão, e provocar a morte do motorista de aplicativo, de 52 anos.

Um mandado de prisão preventiva foi expedido, em 3 de maio de 2024, pelo desembargador João Augusto Garcia, da 5ª Câmara de Direito Criminal do TJSP. O magistrado acolheu um recurso do MPSP, apresentado no dia anterior.

Antes, juízes de primeira instância haviam recusado três pedidos de prisão contra Fernando Sastre Filho, dois deles de prisão preventiva e outro de temporária (por 30 dias).

Fernando Sastre se entregou à Polícia Civil após ficar três dias foragido.

Homicídio

Fernando Sastre Filho é réu por homicídio qualificado e lesão corporal gravíssima. Além da morte de Ornaldo, outra vítima do acidente foi o estudante Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava de carona no Porsche.

Marcus fraturou quatro costelas, precisou ser hospitalizado e perdeu o baço. Ele foi internado, em decorrência do acidente, duas vezes.

Mesmo com sinais de embriaguez, Fernando Sastre Filho recebeu permissão dos PMs que atenderam à ocorrência para ir embora, sem fazer o teste do bafômetro. Os agentes responsáveis pela liberação indevida também foram alvo de investigação.

Como publicado pelo Metrópoles, a câmera corporal da PM Dayse Aparecida Cardoso Romão mostra que ela explica, ao telefone, os motivos para liberar, sem escolta, o empresário, logo após ele provocar o acidente fatal (assista abaixo).

 

As imagens das câmeras corporais dos PMs que atenderam à ocorrência mostram o momento em que Fernando Sastre é liberado do local do acidente, junto da mãe, sob a justificativa de que iria procurar atendimento médico, o que não aconteceu.

Investigação

Laudo do Instituto de Criminalística apontou que a velocidade média do Porsche era de 156 km/h. Quando se apresentou à polícia, contudo, mais de 36 horas após o acidente, o empresário disse que estava “um pouco acima da velocidade máxima permitida”, que é de 50 km/h.

À polícia, o amigo que estava no Porsche disse que Fernando Filho havia ingerido bebida alcoólica antes, contrariando o depoimento do empresário.

Antes do acidente, os amigos e suas respectivas namoradas foram a um restaurante, onde o grupo consumiu nove drinques, e depois a uma casa de pôquer, que funciona no sistema open bar.

A defesa de Fernando Sastre não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.

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