Veja fotos inéditas de acidente com Porsche que matou motorista de app

Imagens que constam no laudo do Instituto de Criminalística mostram carro de motorista de aplicativo destruído após acidente com Porsche

atualizado

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Interior de Porsche após acidente
1 de 1 Interior de Porsche após acidente - Foto: Reprodução

São Paulo — O laudo do Instituto de Criminalística sobre o acidente que causou a morte do motorista de aplicativo Ornaldo Viana, de 52 anos, em 31 de março, inclui fotos inéditas de como ficaram o carro dele, um Renault Sandero, e o Porsche do empresário Fernando Sastre, de 24 anos. O jovem está preso desde 11 de maio em Tremembé, onde aguarda o julgamento. Ele é réu por homicídio qualificado e lesão corporal gravíssima.

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Carro de Ornaldo Viana após choque contra poste
Interior do carro de Ornaldo Viana
Air bag frontal de Porsche após acionamento
Banco do motorista de Porsche após acidente
Interior de Porsche após acidente
Traseira do carro de Ornaldo Viana
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Traseira do carro de Ornaldo Viana

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Carro de Ornaldo Viana após choque contra poste
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Carro de Ornaldo Viana após choque contra poste

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Interior do carro de Ornaldo Viana
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Interior do carro de Ornaldo Viana

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Air bag frontal de Porsche após acionamento
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Air bag frontal de Porsche após acionamento

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Banco do motorista de Porsche após acidente
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Banco do motorista de Porsche após acidente

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Interior de Porsche após acidente
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Interior de Porsche após acidente

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Frente de Porsche após acidente
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Frente de Porsche após acidente

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Lateral de Porsche após acidente
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Lateral de Porsche após acidente

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Frente de Porsche após acidente
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Frente de Porsche após acidente

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Frente de Porsche após acidente
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Frente de Porsche após acidente

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Teto solar de Porsche após acidente
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Teto solar de Porsche após acidente

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Um laudo técnico auxiliar produzido pela própria Porsche e anexado ao processo, que corre em segredo de Justiça, indica que o veículo de Fernando Sastre teria sido adulterado, com escapamento “não original” acoplado ao motor do veículo, “implicando em aumento de ruído e potência com a alteração da passagem dos gases de escapamento”.

No momento do acidente, segundo o laudo da montadora, o veículo trafegava a 136 km/h no momento em que colidiu contra o Sandero.

Para chegar à velocidade no momento da colisão, o suporte técnico da empresa fez a leitura da unidade eletrônica do PSM (Porsche Stability Management), que é um sistema de controle de estabilidade da marca alemã. O PSM assume o comando de uma série de dispositivos do veículo em situações como a derrapagem ou retirada abrupta do pé no acelerador.

O exame do módulo do veículo foi realizado em um pátio da fabricante, na presença de um especialista do suporte técnico da Porsche, além da perita criminal e de peritos do Núcleo de Acidentes de Trânsito.

A perícia buscava saber também qual a velocidade do veículo minutos antes e também nos 30 dias anteriores à colisão, mas não foi possível obter esses dados. Segundo o suporte técnico, não foi possível obter esses registros, porque os carros da Porsche não têm equipamento para rastreamento ou datalogger instalados. O carro foi vendido em 14 de fevereiro e estava com 587 km rodados.

A velocidade máxima permitida na Avenida Salim Farah Maluf, onde ocorreu a colisão, é de 50 km/h. Laudo do Instituto de Criminalística da Polícia Civil divulgado em 23 de abril já estimava que o carro do empresário, um Porsche 911 Carrera GTS, estava em alta velocidade, a 156 km/h.

Bebida alcoólica

Uma testemunha do acidente provocado pelo empresário Fernando Sastre Filho afirmou ter visto a mãe dele retirar garrafas de bebida alcoólica do veículo importado momentos após a colisão.

Monique Libânia de Souza, que mora em frente ao local do acidente, depôs em audiência no dia 28 de junho.

Monique afirmou que estava na sala assistindo à TV quando se assustou com o barulho da batida. Ao sair, a testemunha viu o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, agonizando dentro do Renault Sandero e Fernando em pé, “com sinais claros de embriaguez”.

“Ele estava completamente embriagado. Logo depois, chegaram a mãe, toda vestida de rosa, e o tio dele [Marcelo Sastre Andrade], um senhor grisalho. Eles chegaram em um Jeep Compass. A mãe foi até o carro do Fernando, retirou algumas garrafas azuis e as colocou no carro desse senhor”, disse Monique em juízo.

O que diz a defesa

A defesa se manifestou nos autos a respeito da leitura do PSM do veículo. “Trata-se de ‘laudo técnico auxiliar’, que sequer está assinado (fls., 1921) – de leitura de um módulo veicular, sendo que nenhum deles (módulo, leitor e programa de leitura) são homologados ou possuem certificação adequada dos órgãos de metrologia do Brasil, sendo certo que tais dados seriam meramente estimatórios, sem possibilidade de revelar certeza”, dizem os advogados do empresário.

Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, no início de maio, Fernando Filho disse que não bebeu e que também não teve a sensação de que estava em alta velocidade no momento da batida.

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