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São Paulo

Caso Master aponta “intersecção entre bolsonarismo e Vorcaro”, diz Haddad

Candidato ao governo de SP afirma que "ainda tem muita coisa que precisa vir à tona" com quebra de sigilo do celular do ex-banqueiro

13/09/2026 13:32
Alessandra Ferreira/Metrópoles
Candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT)

O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou neste domingo (13/9) que as revelações sobre o Caso Master feitas até este momento mostram uma ligação entre o bolsonarismo e Daniel Vorcaro. Ele defendeu a quebra de sigilo dos celulares do ex-banqueiro e disse que “ainda tem muita coisa que precisa vir à tona”.

“Muita coisa já veio a público, demonstrando a intersecção entre o bolsonarismo e o esquema do Vorcaro. Isso vai ficar cada vez mais claro, na minha opinião. Se nós levantarmos agora o sigilo dos celulares do Vorcaro, eu acho que nós vamos ter a oportunidade de passar esse país a limpo ainda no primeiro turno”, afirmou Haddad.

A fala aconteceu durante uma entrevista a jornalistas após uma agenda de campanha do candidato na Avenida Paulista, no centro de São Paulo.

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Haddad foi questionado sobre a associação que a direita tem feito entre o escândalo do Banco Master e a esquerda, usando o nome do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). No último dia 7 de setembro, Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que “Quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes”.

A movimentação bolsonarista acontece na esteira da revelação de um relatório da Polícia Federal que indica uma suposta troca de mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro. O relatório deu munição para a direita desviar o foco de Flávio do escândalo, após reportagens mostrarem que o presidenciável pediu dinheiro à Vorcaro para o financiamento do filme Dark Horse.

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Haddad elogiou, mais uma vez, a decisão do presidente do STF Edson Fachin que determinou a quebra do sigilo sobre o caso e defendeu que as informações vão ajudar o eleitor a tomar a melhor decisão.

“Eu creio que o presidente do Supremo fez um gesto na direção da transparência, mas nós não podemos parar aqui. Ainda tem muita coisa que precisa vir à tona e que ainda está sob sigilo”, disse o petista.

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