Cantareira segue em queda e recebe menos água que previsto em maio

Sistema Cantareira recebeu menos água do que a média histórica e perdeu 121 bilhões de litros em comparação com igual período de 2025

atualizado

metropoles.com

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O Sistema Cantareira atravessou o mês de maio recebendo menos água que o previsto na média histórica, com nível em queda, em meio à ameaça do fenômeno El Niño, que pode agravar a seca nos mananciais que abastecem a Grande São Paulo a partir da segunda metade de junho.

Em 1º de maio, o Cantareira operava com 42,4% de sua capacidade útil, o equivalente a 416 bilhões de litros. Neste domingo (31/5), foram registrados 40,3%, cerca de 20 bilhões de litros a menos.

Mais preocupante que a queda no volume dos reservatórios, normal para este início de período seco no ano hidrológico, está a vazão afluente, que é a quantidade de água efetivamente recebida pelas represas que compõem o Cantareira, um indicador mais eficaz para se mensurar a escassez do que os milímetros de chuva na região.

Em maio, o maior sistema de abastecimento da região metropolitana recebeu apenas 57% da água prevista, segundo a média histórica. Foram 20 m³/s (metros cúbicos por segundo), ante 35,6 m³/s que se espera para o mês.

Menos água

Há exato um ano, o Cantareira tinha 52,7% de sua capacidade. A diferença de 121 bilhões de litros de água é suficiente para abastecer praticamente toda a Grande São Paulo por cerca de um mês.

Seguindo a tendência dos últimos meses, o Cantareira continua com o menor volume de água acumulada para o período em 10 anos, acima apenas do registrado em 2016, quando havia acabado de deixar a histórica crise hídrica que atingiu a região entre 2014 e 2015.

De forma geral, o Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que reúne todos os reservatórios que abastecem a Grande São Paulo, também está com o menor volume armazenado desde 2016.

Diante da situação atual, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) anunciou na sexta-feira (29/6) que o Cantareira seguirá em junho na faixa 2, de atenção, com a retirada de até 31 m³/s, abaixo dos 33 m³/s que podem ser captados.

A Grande São Paulo segue com a gestão noturna, que estabelece a redução de pressão nas tubulações por 10 horas diárias, das 19h às 5h. Em alguns pontos mais distantes da rede de distribuição da Sabesp, pode faltar água, principalmente para quem não tem reservatório em casa.

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