Candidato à Alesp pelo PL, Danilo Morgado é preso, suspeito de elo com PCC
No início do mês, a esposa Morgado, foi alvo de ordem judicial de busca e apreensão em esquema de R$ 1 bilhão do PCC

O candidato a deputado estadual Danilo Morgado (PL) foi preso nesta quinta-feira (17/9) durante a Operação Vectura Corrupta, deflagrada pela Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MPSP). As investigações apontam ligação do candidato com o núcleo político do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A Justiça decretou a prisão de Morgado e outros 15 alvos, entre eles o ex-vereador e presidente do União Brasil em São Paulo, Milton Leite, e o ex-presidente da Secretaria Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana (SPTrans), Levi de Oliveira.
Morgado é investigado por envolvimento com o núcleo político do PCC. Segundo a polícia, a campanha dele ao pleito municipal, em 2024, foi financiada pela facção criminosa.
A investigação que culminou nos mandados de prisão desta quinta-feira é desdobramento da Operação Decúrio, deflagrada em agosto de 2024, que identificou uma rede completa do PCC com uma fintech e políticos da Grande São Paulo e litoral sul paulista.
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Ver todasA polícia também identificou envolvimento da facção criminosa com o transporte coletivo de passageiros na capital e no interior de São Paulo e o financiamento direto do PCC em campanhas políticas para prefeitos e vereadores em 2024.
As buscas desta quinta ocorrem em São Paulo, na capital, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.
O que dizem os citados
O Metrópoles tenta contato com os investigados. Por telefone, Milton Leite negou envolvimento no esquema e afirmou que se apresentará às autoridades dentro de 24 horas. A defesa de Levi dos Santos Oliveira afirmou que foi surpreendida com a notícia da prisão e que aguarda acesso aos autos para adotar as medidas cabíveis.
Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que a intervenção determinada na empresa Transwolff, em abril de 2024, foi uma medida para proteger o sistema municipal de transporte. Na mesma ocasião, a administração municipal também determinou a intervenção na UPBus, “mesmo sem qualquer solicitação da Justiça”. A administração municipal diz que sempre agiu com rigor, inclusive encerrando contrato a fim de preservar o interesse público e garantir que a população não fosse prejudicada.
A prefeitura informou ainda que abriu processo pela Controladoria-Geral do Município contra as empresas e, desde então, atua em conjunto com o Ministério Público e a Polícia Civil no processo investigatório.
Também em nota, a Câmara Municipal de São Paulo disse acompanhar os desdobramentos das investigações promovidas pelo MPSP, em conjunto com a Polícia Civil e o Poder Executivo, e aguarda as conclusões.
1 bilhão do PCC
No início deste mês, a esposa de Danilo Morgado, Luciene Athaydes Morgado, foi alvo de ordem judicial de busca e apreensão no âmbito da Operação Helmintos. O grupo do qual Luciene faria parte é suspeito de movimentar quase R$ 1 bilhão na Baixada Santista, entre aquisição de imóveis de luxo e o monopólio de quiosques na orla de Praia Grande, litoral sul paulista.
A polícia descobriu que ela foi casada com um ex-integrante do PCC e, apesar do rompimento, ainda mantinha estreita ligação com ele. Relatórios aos quais o Metrópoles teve acesso apontam que a mulher participava do esquema de lavagem de dinheiro e era responsável por operações financeiras e imobiliárias em favor do grupo.








