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Família busca recursos para repatriar professor que teve AVC no México

Professor de história de 78 anos sofreu AVCs em 13 de dezembro e está internado em estado grave. Lei não prevê UTI aérea para repatriação

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Fotografia colorida de Wagner de Oliveira Fernandes, de 78 anos, professor de história que sofreu múltiplos AVCs e está internado em estado grave na Cidade do México. - Metrópoles
1 de 1 Fotografia colorida de Wagner de Oliveira Fernandes, de 78 anos, professor de história que sofreu múltiplos AVCs e está internado em estado grave na Cidade do México. - Metrópoles - Foto: Reprodução/Instagram

Uma família de Campinas, no interior de São Paulo, tenta arrecadar dinheiro para repatriar o professor de história Wagner de Oliveira Fernandes, de 78 anos. Ele sofreu uma série de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs) em 13 de dezembro, e está internado em estado grave em um hospital particular na Cidade do México, sem condições de retornar ao Brasil.

Para um retorno seguro, nas condições de saúde que enfrenta, Wagner precisa de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea – o que custa ao menos R$ 650 mil, valor que a família dele tenta arrecadar em uma vaquinha on-line.

Nessa sexta-feira (2/1), a Cidade do México foi alvo de um terremoto de escala 6.5. O hospital onde o professor está internado foi quase todo evacuado por conta do tremor, mas ele continuou no prédio. A família citou o episódio solicitando mais doações, e mencionando que a repatriação deve ser feita com urgência.

Estado de saúde

O professor de história chegou à Cidade do México em 9 de dezembro, na companhia da esposa e de uma filha. No mesmo dia, ele sofreu uma arritmia cardíaca e precisou de atendimento médico, ficando internado.

Quatro dias depois, Wagner sofreu um AVC extenso, que afetou a artéria cerebral média. Ele precisou ser entubado e segue internado em estado grave em um hospital particular da capital mexicana.

Na quinta-feira (1º/1), a família compartilhou nas redes sociais uma atualização do estado de saúde do professor. Segundo a publicação, ele consegue sorrir, apertar a mão e coçar o nariz – o que chamaram de “pequenas grandes conquistas”.

“Estamos tentando a transferência de hospital para ele se fortalecer mais enquanto tentamos alternativas ao que falta para a UTI aérea”, diz a publicação.

Campanha

A família de Wagner passou a movimentar o perfil do professor no Instagram pedindo doações para levantar a quantia necessária para trazê-lo de volta ao Brasil. Colegas de profissão, ex-alunos e artistas, como o ator e apresentador Robson Nunes, se somaram à campanha.

Até esse sábado (3/1), uma vaquinha on-line com o objetivo de custear uma UTI aérea arrecadou pouco mais de R$ 200 mil – menos de um terço do total almejado.

Na página, os familiares pedem atenção de empresas que fornecem o serviço, além da Latam – que possui um programa humanitário chamado Avião Solidário.

Até o momento, não há informações de que alguma destas companhias tenha atendido aos contatos dos familiares de Wagner.

Em 15 de dezembro, pouco depois de ter o quadro de saúde agravado, o perfil de Wagner compartilhou uma publicação que sugere uma conversa direta com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, através do WhatsApp.

“Vamos acionar a embaixada e o consulado. Vamos ver o que pode ser feito. Preciso do nome completo dele, passaporte e hospital onde estão”, disse o ministro, conforme a publicação. Na legenda, a família agradece o suporte oferecido.

O que diz o Itamaraty

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores (MRE – Itamaraty) informou que tomou conhecimento do caso ainda em 13 de dezembro, quando foi procurado por familiares do docente.

A pasta afirmou que, “desde então, tem permanecido em contato frequente com a família, a quem presta assistência consular, inclusive na forma de facilitação de contatos com as autoridades locais”.

O Itamaraty destacou, ainda, que a atuação consular do Brasil é pautada pela legislação internacional e nacional. O artigo 257 do decreto federal 9.199/2017, que regulamenta a assistência consular a brasileiros no exterior, não inclui despesas com hospitalização.

Já a repatriação é um “recurso excepcional”, afirmou o Itamaraty. A alternativa só é possível em situação comprovada de desvalimento, o que exige a apresentação de atestado de hipossuficiência emitido pela Defensoria Pública da União (DPU).

Também é possível que um cidadão brasileiro seja repatriado caso o consulado verifique a impossibilidade de retorno por intermédio de recursos de terceiros – como é o caso da família de Wagner.

A pasta já adiantou, no entanto, que a repatriação, uma vez autorizada, permite viagens apenas em classe econômica até o primeiro ponto de entrada no território nacional. Não há previsão em lei para custeio de transporte em UTI aérea ou em maca, por exemplo.

Por fim, o Itamaraty acrescentou que não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares, e tampouco fornece detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros. O sigilo é em atendimento ao direito à privacidade e em observância ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, informou a pasta.

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