"Juntos ou não”: diz sindicato a caminhoneiros após greve cancelada.
Caminhoneiros são orientados a se unir para fortalecer categoria e garantir melhores condições de trabalho, após reunião que cancelou greve

Durante assembleia que suspendeu a greve dos caminhoneiros, representante do Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam) reforçou que, mesmo sem greve, a categoria deve se manter unida para garantir o cumprimento das novas medidas.
A decisão de não paralisar foi tomada após a publicação de uma medida provisória do governo federal que endurece as regras de fiscalização do piso mínimo do frete, uma das principais demandas da categoria. Entre os pontos, está a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) em todas as viagens, vinculado ao pagamento do valor mínimo, além da previsão de punições para empresas que descumprirem a regra.
“Estamos juntos ou não estamos”, afirmou ao cobrar organização e adesão dos caminhoneiros às diretrizes estabelecidas.
Segundo lideranças presentes na reunião, a orientação é que os caminhoneiros retomem as atividades normalmente, mas recusem fretes abaixo do piso. A avaliação é de que a medida representa um avanço importante para o setor, ao ampliar a proteção aos profissionais e aumentar o controle sobre irregularidades.
Por que a greve foi cancelada
- Caminhoneiros decidiram não realizar paralisação após assembleia nesta quinta-feira (19/3), no Sindicam, em Santos.
- A decisão foi tomada por lideranças da categoria após avaliação conjunta com associações do setor.
- O principal motivo para o recuo foi a publicação de medidas do governo que atendem parte das reivindicações.
- Com isso, a categoria optou por seguir trabalhando, mas em estado de mobilização.
O que motivava a greve
- Caminhoneiros vinham discutindo paralisação por conta da alta do diesel.
- O aumento do combustível tem reduzido a margem de lucro da categoria.
- Há insatisfação recorrente com os valores pagos pelos fretes.
- Lideranças apontavam risco de colapso financeiro para motoristas autônomos.
- O cenário chegou a preocupar o governo federal devido ao impacto que uma greve poderia causar no abastecimento do país.
Apesar do recuo na paralisação, o sindicato destacou que a categoria segue em estado de mobilização e que a efetividade das novas regras dependerá da adesão dos próprios caminhoneiros. A regulamentação das medidas deve ocorrer nos próximos dias, enquanto o texto ainda precisa ser analisado pelo Congresso Nacional para se tornar definitivo.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP
Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP
Frequência de envio: Diário
Ver todasGoverno endurece regras
Em meio à pressão da categoria e à possibilidade de paralisação, o governo federal publicou, nesta quinta-feira, a Medida Provisória nº 1.343/2026, com o objetivo de endurecer a fiscalização do piso mínimo do frete e ampliar a proteção aos caminhoneiros. A iniciativa surge como resposta direta às demandas do setor, que vinha sinalizando a chance de greve diante da alta do diesel e da defasagem nos valores pagos pelos fretes.
A nova regra altera a Lei nº 13.703/2018 e passa a exigir o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) em todas as operações, com detalhamento dos valores pagos e do piso aplicável. Com isso, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) poderá intensificar a fiscalização e até impedir operações que estejam abaixo do mínimo estabelecido.
A medida entra em vigor imediatamente, mas ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para não perder a validade. Nesse período, o texto pode ser mantido, alterado ou rejeitado.



